Renner tem lucro bilionário em 2018 e deve abrir mais 49 lojas em 2019, incluindo Uruguai e Argentina
08/02/2019 às 10:00

Pela primeira vez, a Renner conseguiu ultrapassar a barreira do bilhão no lucro líquido. Em 2018, a última linha do balanço da varejista chegou a R$ 1,02 bilhão, o que representou um aumento de 39,2% em relação ao ano anterior. A receita líquida no ano cresceu 13,2%, para R$ 8,43 bilhões. O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 1,77 bilhão, com avanço de 20,2% sobre 2017.

O desempenho recorde foi resultado de uma série de fatores, incluindo maior acerto nas coleções, controle de gastos mais rígido e avanços para tornar a companhia mais digital. Os resultados da Renner foram fortes ao longo de todo o ano de 2018. No quarto trimestre, a varejista atingiu um lucro de R$ 439,8 milhões, com alta de 32,5% em relação ao mesmo intervalo de 2017.

O desempenho ficou em linha com estimativas de analistas do BB Investimentos, Brasil Plural, BTG Pactual, Itaú BBA e Santander. No terceiro trimestre, o crescimento no lucro foi de 38,4%, para R$ 194,2 milhões. De abril a junho, quando houve a greve dos caminhoneiros e a Copa do Mundo da Fifa, o crescimento nos ganhos foi de 41,9%, para R$ 274,7 milhões. E no primeiro trimestre, a alta foi de 66,4%, para R$ 111,4 milhões.

A receita líquida e o Ebitda cresceram sempre acima dos 10% em todos os trimestres do ano. "Tivemos um primeiro semestre desafiador. Houve também uma queda na confiança dos consumidores devido às incertezas políticas antes das eleições. Mas, a partir de agosto, começamos a nos recuperar e atingir um bom ritmo de vendas, que continuou no resto do ano", afirmou Laurence Gomes, diretor financeiro e de relações com investidores da Renner. O crescimento das vendas foi resultado de alguns fatores. No ano, a companhia abriu 44 lojas, chegando a 556 lojas, entre Renner, Camicado e Youcom.

Para 2019, a Renner que pretende abrir entre 49 e 54 lojas. Além da ampliação de redes, a Renner começou a apresentar ganhos relacionados à integração das lojas físicas com o comércio eletrônico. A companhia reformulou o site e o aplicativo de compras e passou a oferecer ao consumidor, em 23 capitais, a opção de receber as encomendas on-line no dia seguinte. "No Rio, já estamos testando neste ano a opção de entrega de compras on-line no mesmo dia", acrescentou Gomes.

Segundo o executivo, as vendas no comércio eletrônico da Renner cresceram a uma taxa cinco vezes maior do que a taxa de crescimento do comércio eletrônico de moda no Brasil. De acordo com a consultoria Ebit, as vendas na categoria cresciam a uma taxa de 14,5% no primeiro semestre de 2018.

A Renner também avançou na adoção da separação automatizada de produtos para as lojas peça a peça. Esse avanço permitiu à companhia controlar melhor os estoques nas lojas, garantindo mais vendas a preço cheio. A varejista usou ainda tecnologia para identificar tendências de moda e desenvolver minicoleções ao longo da estação. "A produção foi feita de forma mais rápida e as peças foram distribuídas de maneira mais adequada. Isso se refletiu nas vendas", afirmou Gomes.

O executivo também destacou o maior controle das despesas operacionais. No ano, as despesas cresceram 12,7%, para R$ 2,78 bilhões. O ritmo foi menos intenso que o aumento nas vendas, de 13,2%. No Uruguai, a companhia ampliou o número de lojas de três para sete em 2018. Sem citar números, Gomes disse que o resultado no Uruguai superou as expectativas da companhia. "Isso nos deu confiança para dar um segundo passo, ir para a Argentina", afirmou. A Renner planeja abrir três lojas na Argentina no segundo semestre deste ano. Para o Brasil, o diretor disse ver um cenário positivo. "As vendas em janeiro se mantiveram em ritmo forte", afirmou. Fonte: Valor Econômico. Foto: Internet

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