AMIS completa 48 anos em defesa do desenvolvimento supermercadista mineiro
10/01/2019 às 08:51

A Associação Mineira de Supermercados completou no dia 10 de janeiro, 48 anos de trabalho em defesa do desenvolvimento do setor supermercadista, atuando em prol de seus interesses.  

Uma trajetória que teve início numa reunião às 9 horas da manhã, do dia 10 de janeiro de 1971,  que se tornou um marco para o segmento supermercadista mineiro.  No 12º andar da sede da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais, no Centro de Belo Horizonte, o representante da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) Eloy Nogueira da Silva declarou aberta a sessão da Assembleia Geral de fundação da Associação Mineira de Supermercados (AMIS).

Naquela reunião, como registra a ata número 1/71, “com a presença de dezenas de empresários da Capital e de várias cidades do interior” foi eleita a primeira diretoria daquela que viria a ser uma das principais entidades empresariais do Brasil.

miguelCom chapa única apresentada, a diretoria foi composta pelos seguintes membros: Miguel Furtado Neto,  como presidente; Levy Nogueira, vice-presidente; Paulo Ribeiro Nunes, secretário e Raimundo Lopes, tesoureiro. Amarinho Marques Mena, José Nogueira Soares Nunes e Francisco de Assis Moura foram eleitos Vogais. Foi criado ainda o Conselho Fiscal com os membros efetivos: Geraldo Augusto Freitas, Nelson Queiroz, Paulo Pires e os suplentes: José Pires, Vilmar Reis Pizzo e Alcides Reis Bastos.

A ideia de criação da entidade surgiu na Convenção Brasileira de Supermercados, de 1970, organizada pela Abras em São Paulo.  O pedido foi feito ao então delegado da entidade para Minas Gerais,  Levy Nogueira, que era  sócio-proprietário do Epa Supermercados. Ele foi a principal liderança na criação e organização da entidade mineira.

Nas décadas de 1970, 1980 e até meados dos anos 1990, quando os órgãos de fiscalização exerciam poder severo sobre o setor, atribuindo a este praticamente todas as mazelas da inflação, a AMIS se tornou ainda mais forte para defender o segmento supermercadista.  Hoje, é uma das mais fortes e representativas entidades empresariais do País, saindo da finalidades inicial de “dentre outras, reunir os empresários de todo o estado”, para se tornar uma associação atuante nos mais diversos  temas que vão de sustentabilidade ambiental a ações sociais. Tudo isso, no entanto, sem se descuidar do objetivo principal de apoiar e defender a classe e sua missão de promover a união, o relacionamento e o fortalecimento dos associados.

Hoje

Atualmente presidida pelo proprietário da rede Verdemar Supermercado e Padaria, Alexandre Poni, a entidade possui mais de 1,2 mil  empresas associadas , que, juntas,poni representam 90% das vendas do setor supermercadista mineiro. São desde a maior empresa varejista do mundo a microempresas supermercadistas de pequenos municípios mineiros.

Tendo como negócio “fomentar o setor varejista”, a AMIS teve colaboração fundamental em toda a evolução e desenvolvimento dos supermercados mineiros desde sua criação. Atualmente, é uma grande escola para o segmento varejista em treinamento desde profissionais de nível operacional aos níveis estratégicos. A entidade é uma referência em conhecimento para o varejo.

Além de promover o conhecimento, a AMIS é responsável por realizar eventos  que fomentam o relacionamento e negócios entre supermercadistas e fornecedores. Entre eles está a Superminas, hoje reconhecida no País pela sua grandiosa estrutura onde o varejista encontra  tendências de mercado e um ambiente  totalmente voltado para o desenvolvimento do setor supermercadista.

As empresas associadas contam também com serviço de assessoria jurídica onde são orientados sobre legislações e a defesa de causas que impactam o setor.

 

  

O setor

servbemO setor supermercadista em Minas Gerais nasceu em 10 de janeiro de 1958, com a inauguração do Supermercado Serv-Bem, em Belo Horizonte. Ele foi o pioneiro no estado, com 100% autosserviço em Minas Gerais que se tem notícia, disponibilizando para o consumidor até um "delivery". Um concorrente seria aberto somente no final daquele ano. Ou seja, em 1958, a Capital tinha duas lojas de supermercados!

Somente a partir de 1960 um número maior de lojas supermercadistas começou a surgir na Capital e em algumas cidades de maior porte do interior. O sistema de varejo de alimentos que liderava o mercado era o de mercearias. Nele o cliente solicitava a um atendente no balcão os itens de sua lista de compras. O autosserviço, por meio dos supermercados, assumia então a liderança do varejo em Minas.

Nas décadas que se sucederam, os supermercados se expandiram ainda mais no País, passando a incluir seções como, por exemplo, padaria, açougue e restaurante. Novos formatos de loja também surgiram ao longo das décadas, como os hipermercados, os supermercados gourmet e os atacarejos. Foram décadas também de contribuição do setor à luta contra a inflação, que somente foi domada em 1994, com o Plano Real.

Somente em 1967 pode-se dizer que o número de lojas supermercadistas superou o de mercearias. Este fenômeno ocorreu também na maioria dos estados brasileiros, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro, levando à criação da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em 1968.

 

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