Carrefour quer crescer em lojas de proximidade
04/12/2018 às 10:08

Depois de focar no segmento de atacarejo, onde detém 34% do mercado com a bandeira Atacadão, o Carrefour vai colocar o modelo de lojas de proximidade no radar dos investimentos em 2019. A empresa estima um potencial de 400 pontos em 13 Estados, onde há mercado suficiente para abrir lojas menores nos próximos anos com as bandeiras Carrefour Market, Carrefour Express e Carrefour Bairro. Na segunda-feira, 3, o presidente do Grupo no Brasil, Noël Prioux, reafirmou a previsão de investir no ano que vem R$ 2 bilhões – um pouco acima do que foi aplicado neste ano (R$ 1,8 bilhão), em atacarejo, lojas de proximidade e comércio eletrônico.

O plano da companhia é abrir 20 lojas de atacarejo em 2019, o mesmo número de 2018. Metade será inaugurada em praças onde a empresa já está. A outra metade em cidades novas, com cerca de 140 mil habitantes. Nos formatos de proximidade, a empresa não revela a quantidade de pontos de venda para o ano que vem nem a localização. Em 2018 foram sete novas lojas Carrefour Express e 11 lojas do Carrefour Market. As três bandeiras de proximidade somam 168 lojas.

Expansão. Após um ano de ajustes no modelo, a empresa estuda acelerar a expansão das lojas de proximidade, possivelmente no segundo semestre de 2019. “Há boas ideias e esperamos mais alguns meses para entender esse formato. Se confirmado o resultado que estamos obtendo, pode ser um momento de acelerar”, disse Prioux. Segundo ele, o modelo de proximidade tem desafios e poucas empresas conseguem geri-lo bem. “Por isso, preferimos tomar tempo antes de decidir por acelerar”, destacou.

O Carrefour detectou que conveniência é uma prioridade do consumidor. E esse formato não canibaliza as vendas de outros tipos de loja. A prova disso é que hoje 27% dos clientes do Grupo já compram em mais de um formato de varejo.

 

Comércio eletrônico

Após o relançamento do comércio eletrônico em 2016, as vendas online, que já foram prioridade para companhia neste ano, serão também em 2019. O foco será implementar o marketplace e as vendas online de alimentos. Até o terceiro trimestre, o faturamento do varejo online da companhia mais que dobrou em relação ao ano anterior, enquanto o mercado avançou 8% no mesmo período, segundo dados da E-bit, consultoria especializada em dados do varejo online. O comércio eletrônico foi o segmento de varejo que mais cresceu na Grupo neste ano.

A Black Friday, a megaliquidação que ocorreu na penúltima sexta-feira de novembro, foi forte tanto nas lojas físicas como no varejo online. Prioux admite que pode ter ocorrido alguma antecipação de compras de Natal, mas, mesmo assim, ele está otimista com as vendas de fim de ano. “Um crescimento em dezembro, da ordem de 4% a 5% nas vendas nominais, seria bom”, disse. Pesa a favor o fato de que o Natal 2017 ter ocorrido num período de deflação de alimentos e, agora, o fim desse ciclo ajuda a receita. (Fonte: Folha de São Paulo)

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