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Inflação impacta menos o consumidor de baixa renda - 13/04/2018



A inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março foi de 0,09% e, em 12 meses, acumula alta de 2,68%. Só que nem todos os brasileiros sentem a taxa da mesma forma, tanto que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulga a inflação por faixa de renda. No último mês, em decorrência da baixa no preço dos alimentos, quem ganha menos sentiu menos a inflação. Isso acontece pelo quinto mês consecutivo.


A técnica de planejamento e pesquisa da diretoria de estudos e políticas macroeconômicas (Dimac) do Ipea, Maria Andréia Parente Lameiras, ressalta que as classes com menor poder aquisitivo gastam mais de um quarto da sua renda com alimentação. “Além disso, a diversidade dos alimentos é menor, com concentração nos itens mais básicos, como feijão, arroz, farinha e ovos”, diz.

Ela ressalta que, no terceiro mês deste ano, foram verificadas quedas expressivas em subgrupos de grande peso na cesta de consumo das classes mais baixas, como cereais (1,7%), tubérculos (2,4%), carnes (1,2%), e aves e ovos (0,8%).

A inflação para a classe de renda alta (famílias que ganham acima de R$ 9.000), no mês de março, foi de 0,11%, quase o triplo da registrada pelas famílias de renda muito baixa (recebem menos de R$ 900), 0,04%.

No acumulado do primeiro trimestre de 2018, a inflação da camada mais pobre da população aponta alta de 0,35%, situando-se bem abaixo da calculada para as famílias de renda mais alta (1,13%). A inflação oficial do país, que leva em conta gastos das famílias de um universo bem maior, com renda de um a 40 salários, teve variação de 0,70% nesse período. De modo similar, nos últimos 12 meses, a inflação da classe mais baixa (1,8%) é praticamente metade da apresentada pela classe mais alta (3,5%).

“Os dados confirmam que a percepção da inflação depende da renda, do perfil do consumo de cada família”, frisa Maria Andréia.

 


Comida teve deflação em 2017 



E não foi apenas no primeiro trimestre deste ano que os mais pobres sentiram menos o impacto da inflação no seu dia a dia, essa situação aconteceu em 2017. “É que no ano passado foi verificada a deflação dos alimentos. A queda foi de 4,9%. Isso é bom para as famílias que têm renda mais baixa”, observa a técnica de planejamento e pesquisa da diretoria de estudos e políticas macroeconômicas (Dimac) do Ipea, Maria Andréia Parente Lameiras.



Para ela, este ano os mais pobres devem continuar sendo menos impactados pela inflação, mas não na mesma intensidade da verificada no ano passado. “O desempenho dos alimentos não vai ser tão bom, pois vale lembrar que está prevista uma safra menor”, diz. 

 

(Fonte: Portal O Tempo)


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