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Burocracia pode custar até R$ 162 bilhões ao Brasil - 03/04/2018



A burocracia não atrapalha apenas o cidadão e o empresário que, muitas vezes, chegam a perder tempo com o excesso de papel. Ela tem um custo para o Brasil que pode chegar a R$ 162 bilhões, ou 2,76% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, conforme estudos do Comitê de Desburocratização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

 

Levantamento encomendado pela entidade e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), junto à Ipsos Public Affairs, mostrou que, para a maioria das empresas participantes da pesquisa (83,2%), o alto custo Brasil já foi um impeditivo para o início ou a expansão de seus negócios.

 

Para o professor da Fundação Dom Cabral (FDC) Paulo Vicente, além de gerar custos e até mesmo inviabilizar os negócios, o excesso de burocracia pode estimular a corrupção, na tentativa de acelerar os projetos. “É fato que a burocracia é tempo, é custo para as empresas”, frisa.

 

A análise do professor é condizente com o resultado da pesquisa da Fiesp, já que 90,2% dos empresários, de 452 indústrias, afirmaram que o excesso de burocracia abre espaço para a corrupção. Os industriais também afirmaram que a burocracia dificulta o desenvolvimento econômico e o ambiente de negócios no Brasil (94,7%), com impacto na competitividade das empresas (91,4%).

 

A pesquisadora da Fundação João Pinheiro (FJP) Ana Paula Salej diz que a tecnologia pode ajudar a reduzir a burocracia, facilitando o acesso à informação e minimizando os deslocamentos. “É um elemento facilitador”, observa.

 

Na tentativa de reverter esse quadro, a Prefeitura de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, adotou várias medidas para melhorar o atendimento e diminuir a burocracia, conforme o superintendente de receitas da Secretaria Adjunta da Fazenda, Levy Boaventura. Entre elas, está o alvará eletrônico, que pode ser concedido em 24 horas dependendo da atividade. “Também investimos constantemente em capacitação”, ressalta.

 

O atendimento relativo ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também foi agilizado, segundo ele. Boaventura conta que, em janeiro de 2017, havia cerca de 400 processos relacionados ao imposto parados no setor. “Hoje, não há nenhum processo parado, todos estão em andamento”, diz.

 

A advogada da Márcio Despachante Imobiliário, Fernanda de Moro Barbosa, percebeu a mudança e conta que ficou surpresa com o bom atendimento da atual gestão. Ela ressalta que em outras administrações chegou a gastar duas horas para resolver questões relativas ao ITBI. “Naquela época, eu chegava à prefeitura um pouco antes do horário de funcionamento para poder ser atendida primeiro. Cheguei a esperar uma semana para fazer um simples lançamento, o que hoje é feito imediatamente”, diz.

 

Ela também elogia a criação do grupo do WhatsApp no qual consegue ter informações rápidas. “Facilita tanto que, muitas vezes, não preciso ir à Prefeitura de Betim. Assim eu ganho tempo”, ressalta. (Fonte: Jornal O Tempo)


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