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Cesta de bens de consumo rápido começa a sentir impacto de cenário econômico positivo, aponta Kantar - 22/03/2018



A mais recente edição do relatório “Consumer Insights”, realizado trimestralmente pela Kantar Worldpanel, referente ao período entre outubro e dezembro de 2017, indicou alguns destaques: a cesta FMCG (Fast Moving Consuming Goods – Bens de Rápido Consumo) começou a sentir os impactos de um cenário econômico mais positivo, a maior parte das cestas e categorias conseguiu se recuperar e a dinâmica dos canais de distribuição não mudou, porém o comportamento do consumidor fornece novas percepções.

 

Nos meses analisados, registram-se indicadores positivos, como o crescimento de 1,04% do PIB no ano e a uma queda de 0,6% no desemprego em relação ao trimestre anterior (julho a setembro) – foi de 12,4% para 11,8%, graças principalmente ao trabalho informal. A tendência positiva da cesta teve como fator principal o aumento do volume de compra a cada ida ao ponto de venda, já que a frequência caiu, e isso vale para todas as classes sociais – AB, C e DE.

 

No que se refere à penetração dos alimentos, os que mais ganharam foram a manteiga, na classe C, com +5 p.p., o chocolate culinário, na classe AB, com +4,9 p.p., e o catchup, na DE, com +4,2 p.p. Na outra ponta estão o extrato de tomate, que caiu -4,5 p.p. na classe C, e o leite pasteurizado (-4,9 p.p. na D+E).

 

No geral, todas as cestas obtiveram boas performances em volume, em especial Mercearia Doce e Limpeza, sendo que esta última se destacou em todas as classes. A única cesta que ainda não se recuperou foi a de perecíveis.

 

Entre os canais de compra, farmácias e drogarias foram os principais impulsionadores da cesta FMCG, assim como o atacarejo (atacadistas que vendem produtos ao consumidor final). Ambos os segmentos aumentaram a penetração, a venda de unidades e a tonelagem comercializada.

 

O atacarejo, por exemplo, registrou forte crescimento tanto no percentual de famílias que lá compram (+1.3 p.p.), como na frequência de compra (+6,8%), o que é alavancado pelo preço por unidade, que é 7% abaixo da média de mercado. Já o destaque negativo ficou por conta do varejo tradicional, que perdeu penetração e a frequência com que os consumidores vão a esse tipo de estabelecimento. Em todos os pontos de venda, contudo, fizeram sucesso os kits na linha “leve mais, pague menos”, cuja frequência de compra aumentou.

 

Esses resultados mostram que o consumo do brasileiro aponta para três tendências em relação aos canais de venda. A primeira é que o comprador busca a equação de valor, por isso o atacarejo ganha clientes, já que oferece preços melhores – sem contar que o canal, por proporcionar a estocagem de produtos, o transforma também num economizador de tempo, já que otimiza as idas aos pontos de venda.

 

Outro sinal que a pesquisa aponta é a procura por conveniência, daí o destaque dos canais pequenos, principalmente o supermercado de vizinhança, que leva o varejo tradicional a perder espaço, principalmente nas metrópoles. Por fim, o consumidor brasileiro demonstra querer simplificação. Assim, farmácias e drogarias crescem por oferecerem uma maior concentração de categorias básicas de higiene e por promocionar melhor esses itens.

 


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