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Varejo revoluciona o jeito de fazer compras nas lojas - 29/01/2018



O varejo começa a romper com o antigo modelo de compra e venda, pressionado pelo avanço da operação digital. Há uma evolução nas lojas, especialmente pelo acirramento da competição no on-line.

 

Caixas têm sido eliminados das lojas, em parte motivado pela transferência de todo o sistema de venda e compra para tablets e celulares dos vendedores, como ocorreu no Magazine Luiza, que fez todo o processo em sua rede de 2015 a 2017. Também começaram a ser usados algoritmos para prever demanda futura e, desde o ano passado, sensores localizados na porta de algumas lojas têm ajudado a identificar o nível de conversão do fluxo de clientes em venda efetiva.

 

O Ponto Frio abriu, na semana passada, uma unidade em São Paulo com sistema de reconhecimento facial e realidade virtual. Um mapa de calor mostra a concentração de pessoas no corredor fora da loja e indica se elas entram ou não no ponto. Câmeras com reconhecimento da face identificam sexo e faixa etária, e acompanham o público dentro da loja.

 

No Carrefour, a área digital deixou de ficar subordinada ao executivo de varejo no fim de 2017. Paula Cardoso, presidente do Carrefour Soluções Financeiras, passou a liderar também o negócio digital. Na Via Varejo, áreas estratégicas como marketing e tecnologia da informação passaram a ser de responsabilidade do diretor de negócios on-line, Flavio Dias. Ambas as áreas têm trabalhado estratégia para o físico e o site.

 

Isso é um reflexo do movimento de integração mais acelerada entre lojas e sites e do barateamento da tecnologia no mundo. Existe hoje uma aplicação mais rápida de uma série de iniciativas desenvolvidas por empresas de tecnologia, parte delas apresentada na NRF, a maior feira de varejo do mundo, realizada neste mês, em Nova York.

 

"Nos últimos três a quatro anos, a velocidade de implantação dessas iniciativas se acelerou. A consolidação do modelo de 'nuvem' e o fim do pagamento obrigatório de licenças de programas [as empresas passam a ser assinantes de softwares] reduziu custos e simplificou a operação das redes. Isso está tendo efeito nas iniciativas nas lojas agora", diz Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

 

A rede de supermercados Veratti, de Campo Grande (MS), tem duas lojas com etiquetas eletrônicas desde o ano passado. São seis pontos de venda no total. A empresa pode subir ou reduzir o preço automaticamente, a partir de um sistema centralizado na sede. "Estimamos o prazo de pagamento do investimento entre 18 e 24 meses", diz o diretor Edmilson Veratti. "A ideia é implementar as etiquetas em uma loja a cada ano".

 

A tecnologia de exposição de preços foi abordada na NRF deste ano, num formato mais avançado. Há fornecedores discutindo formas de definir preços individualmente nas lojas, de acordo com o perfil do cliente, e isso seria possível com o uso de etiquetas digitais.

 

Na opinião de Marcos Gouvêa de Souza, diretor da consultoria GS&MD Gouvêa de Souza, a crise no varejo entre 2014 e 2017, e questões estratégicas de cada rede - várias delas envolvidas em reestruturações - impediram um avanço mais rápido das inovações no setor. "Muitas lojas mencionavam planos, mas não avançavam com eles. A euforia do varejo na boa fase [antes de 2014] e depois a recessão tiraram o foco do digital, com raras exceções", diz Souza.

 

As inovações do setor no mercado global foram apresentadas nas últimas semanas. Foi inaugurada, dias atrás, a loja Amazon Go, em Seattle (EUA), onde é possível entrar, pegar o produto e levá-lo para casa sem passar no caixa ou colocar a mão na carteira. O grupo chinês JD abriu a primeira unidade da rede 7Fresh há 20 dias em Pequim, na China, onde carrinhos de compra seguem os clientes, orientados por sensores de movimento. Quem não quiser levar a compra para casa, pode gravar o código do produto numa tela presa ao carrinho e pedir para entregar na residência. Por dia, a loja tem feito vendas médias de US$ 150 mil (R$ 500 mil) com tráfego diário de 10 mil pessoas.

 

(Fonte: Valor Econômico)

 

 


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