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Supermercados apostam em equipamentos de refrigeração modernos para gerar economia de energia - 19/01/2018



Dos R$ 3,2 bilhões previstos em investimentos no setor supermercadista durante o ano de 2017, 7,1% foram destinados à aquisição de equipamentos de refrigeração, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Desses equipamentos, muito mais do que a modernização da loja, retornam vantagens como a qualidade do produto e a confiança do cliente na loja. Ativos não vistos pelo consumidor mas que trazem redução de custos, sustentabilidade ambiental e até mais conforto a colaboradores e clientes.

 

Na rede Verdemar, com alto grau de demanda por ambientes refrigerados em suas 12  unidades, equipamentos de refrigeração como câmaras frias, ilhas, área de preparo e o próprio ambiente da loja são preparados para que esteja sempre em temperatura adequada para preservação do produto desde a chegada dele à loja até sair pelas mãos do consumidor.

 

Pelo perfil do mix das lojas do Verdemar, cada unidade tem um complexo sistema com carga alta de refrigeração. Um conjunto que envolve câmaras frigoríficas de resfriados e congelados; áreas de preparo climatizadas; balcões frigoríficos expositores na área de vendas, balcões baixos e altos, e ilhas refrigeradas.   

 

“Isso no Verdemar é bem complexo porque temos câmaras setorizadas para cada grupo de alimentos: câmara de peixes, de carnes, de depósitos, de bebidas” explica o gerente de infraestrutura do Verdemar, Marwan Kobaisi. Tudo é climatizado, inclusive nas áreas de preparo e manipulação de alimentos para garantir a qualidade final do produto para o cliente. “Hora nenhuma o produto está em ambiente impróprio para o seu frescor e a qualidade” disse.

 

Para atender a esse nível de exigência em qualidade do ponto de vista daquilo que o equipamento pode oferecer, a empresa centraliza as compras de todos esses conjuntos frigoríficos em um único fornecedor já há “muitos anos” e já conhece nível de exigência da empresa. Todas as áreas tem isolamento de piso, isolamento de teto, em algumas áreas com tetos e paredes em painéis isolantes em inox, então é um nível de exigência muito alto, envolvendo acompanhamento pelo setor de qualidade e medição de temperatura”, disse Kobaisi.

 

Os equipamentos obedecem a exigências de legislação ou tendências ambientais como redução de emissão de gases, como o CO2 e o que há de mais moderno em termos de sustentabilidade e economia.  Outra preocupação na empresa é centralizar o motor dos equipamentos de refrigeração no sistema “Sky rack” em que uma central comanda todos os equipamentos. Assim, a “geração de frio” fica localizada na parte externa. “Toda nossa parte de motores e compressores está localizada fora da loja para não esquentar o ambiente e não gerar ruído dentro da loja” informa Kobaisi.

 

Mas, esse calor que vem dos motores em vez de ser um fator de incômodo dentro da loja se torna uma fonte de economia de energia para outras finalidades dentro do prédio. Um trocador de calor absorve essa energia e faz todo o aquecimento de água na loja, tanto para a parte de banho nos chuveiros, quanto a usada na limpeza de uma forma geral. “Tudo é gerado pelo ar quente que vem dos motores da refrigeração”, explica. Um sistema aplicado em todas as lojas da rede. 

 

No Irmão Supermercados, com quatro lojas em Caratinga, na região do Rio Doce, o proprietário Ary Soares Silva disse que trabalha com a Eletrofrio, depois de conhecer a empresa na Superminas. E a partir daí sempre que precisa chama o fornecedor na loja para alinhar todas as demandas e executar os serviços. “Eles vêm, trazem um arquiteto, medem a loja toda, faz um croqui, das áreas de sacolão, de açougue, tudo que precisar e depois manda o orçamento”, disse Silva.

 

Ele disse que o fornecedor vai à loja orienta sobre o equipamento mais adequado, preços e qualidade do produto. Para uma nova loja que o Irmão Supermercados vai abrir em meados de 2018, Ary Silva já pensa em que equipamentos vai usar. Ele pensa em usar as ilhas com motor acoplado de forma individual porque se um determinado equipamento vier a estragar ele para sozinho, caso contrário pode parar a loja toda. “Na loja nova vou usar equipamento com motor individual”, adianta.

 

Ao contrário do que ocorre no Verdemar, por exemplo, Ary Silva afirma que as ilhas e demais equipamentos com motor individualizado podem trazer economia de energia e até diminuição de ruídos porque são máquinas modernas. “Antigamente esquentava muito a loja, mas hoje não esquenta tanto. Os motores eram aqueles pesados, mas hoje nem barulho fazem”, afirma.  Ele dá ainda uma noção de investimentos. Numa loja que vai demandar de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões, com 1,45 mil metros quadrados e 10 check outs, os investimentos em equipamentos ficará em R$ 1,2 milhão.

 

Com duas unidades em Barbacena, o Silveira Supermercado, associado à rede Supermais, acaba de reinaugurar uma loja que passou por profunda reforma e ampliação. A área de vendas saiu dos 1800 metros anteriores para 2.550 metros quadrados. Na reforma foram trocados também todos os equipamentos de refrigeração que, segundo o diretor da empresa, Cézar Silveira, tinham cerca de 10 anos de uso.

 

A substituição desses equipamentos demandou um aporte de R$ 1,5 milhão. Valor que pelas contas do diretor deverá ser recompensado com a economia de energia na ordem dos 15%. “Troquei todas as minhas ilhas, balcões, casa de maquina, tudo”, ilustra. Silveira disse que fez dois orçamentos e os valores ficaram parecidos, mas ele optou pela facilidade de negociação com aquela que dispõe de um fornecedor mais próximo, em Belo Horizonte.

 

Na mudança ele optou também por ilhas fechadas para economizar energia. A iluminação dos balcões que era toda com lâmpadas fluorescentes normais, hoje é com as em LED. “Isso dá uma representatividade muito grande em termos de economia de consumo”, disse Silveira.

 

O diretor de Operações da rede Mart Minas Atacado e Varejo, João Batista, dá algumas dicas de como encontrar um bom fornecedor nessa área. É claro que existe uma variedade muito grande de bons fornecedores e o comprador leva em conta também outros quesitos além da qualidade do produto. “As premissas para análise de um bom fornecedor são buscar aquele que atende a maioria das redes, analisar a qualidade do equipamento fornecido e verificar o histórico do fornecedor quanto ao cumprimento de cronograma dos prazos de entrega”, explica.

 

Segundo ele, com a autoridade de quem adquire muitos equipamentos dada a expansão contínua da rede, existe várias novidades no segmento e umas das últimas do mercado são as ilhas self para congelados. Mas, primeiramente, disse ele, é preciso avaliar o tipo de segmento de mercado e adquirir os equipamentos de acordo com seu leiaute mais adequado.  Para a economia de energia, João Batista pontua ações como o uso de inversores de frequência para redução de consumo energético; utilização de sistema de refrigeração com CO² e um tão óbvio, mas muito relevante: “treinamento dos funcionários para boas práticas de manuseio e conservação dos equipamentos” disse.

 

 

 Fornecedor

 

Uma das empresas com maior presença no mercado a Prática, segundo a própria empresa, é pioneira em produtos e técnicas de Ultracongelamento de alimentos para panificação, confeitaria e gastronomia. O desenvolvimento dessa tecnologia permitiu criar soluções que trouxeram grandes mudanças para empresas do segmento.  A empresa dispõe do “Sistema Pronto” que é uma solução onde os produtos são fabricados com antecedência, Ultracongelados a – 18ºC no núcleo do produto, em menos de 240 minutos e preparados conforme a demanda dos estabelecimentos.  “O Ultracongelamento permite também mix diversificados de produtos, estocagem de até 90 dias, além da produção de pães congelados para ponto quente” disse o diretor e Panificação da empresa, Ângelo de Souza.

 

A Prática disponibiliza ao mercado equipamentos como minicâmaras resfriadas, minicâmara congelada; câmaras de controle de fermentação de frio ou calor; ultracongeladores profissionais; túneis de ultracongelamento industriais e máquinas de gelo em cubos e em flocos.   Segundo Souza, o setor supermercadista pode usar a tecnologia do frio para trabalhar com mix completo de produtos em todas as áreas sem a necessidade de produção diária aproveitando a sazonalidade dos insumos, mão de obra reduzida e principalmente reduzir o desperdício de alimentos não vendidos. A empresa oferece também centros de treinamento em praticamente todos os estados do Brasil e assistência técnica.

 

A Arneg tem sede na Itália, com 20 fábricas no mundo e presença em cinco continentes. Posição que favorece a empresa colocar no País o que há no ramo em todo o mundo. “A gente tem a oportunidade de trazer para o Brasil as novidades em tecnologia do ponto de vista internacional, do mundo inteiro” disse o gerente de marketing e gerente nacional de vendas da Arneg, Nicola Gafforini. Segundo ele, a empresa é pioneira no desenvolvimento de novas tecnologias para economia de energia e na Itália é pioneira na utilização do CO2 na Itália e na Europa.

 

 Atendendo todos os níveis de supermercadistas, desde o pequeno a hipermercado, atacado e com vendedores em todos os estados, inclusive o pequeno varejo, a empresa disponibiliza um trabalho de consultoria ao cliente para ele escolher o melhor produto. Gafforini lembra que a empresa oferece diversas soluções do ponto de vista de eficiência energética e dos gases usados, mas nem sempre é o que o mercado demanda. “Hoje em dia, nem sempre as melhores soluções de aproveitamento energético são as mais baratas. É preciso encontrar um bom equilíbrio entre custo e benefício e também respeitando o meio ambiente”, disse ele.

 

Segundo Gafforini existem inovações no segmento que nem sempre o consumidor consegue ver, mas que estão presentes no expositor como motores eletrônicos que permitem melhoria do ponto de vista energético. “Se a gente colocar todos os acessórios que existem no mercado, dependendo do expositor, podemos chegar a uma economia perto de 50% em comparação a um expositor comum”, disse o gerente. 


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