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Varejo transforma loja em minigalpão - 15/01/2018



Após anunciarem planos mais agressivos de investimento em 2018, Via Varejo e Magazine Luiza  começam a avançar em projetos para transformar lojas em minicentros de distribuição. Com isso, a área de exposição de produtos e dos caixas deve diminuir. O consumidor já sentirá isso neste ano. É parte de um movimento mundial de repensar o modelo dos pontos físicos, que enfrentam dificuldades e precisam funcionar de forma mais integrada aos sites das redes.

 

A Via Varejo,  dona de Casas Bahia e Ponto Frio, informou a analistas do Credit Suisse, na semana passada, um plano que transforma parte da área de 200 a 220 lojas em pequenos galpões ("mini-hubs"). A informação foi confirmada pelo Valor. Isso representa um a cada cinco pontos do grupo. As unidades continuarão a atender o cliente. Não foi informado prazo para as mudanças. Há um projeto piloto em andamento em São Paulo, segundo o Credit Suisse.

A necessidade de ampliar a área de estoque reflete a expansão acelerada do sistema "retira em loja" no país. Como os clientes pegam o produto e não pagam o frete, aumentou o volume de pedidos por essa opção desde 2017. E é preciso ter área ampla de armazém nos pontos para atender a demanda.

 

 A iniciativa da Via Varejo faz parte de um trabalho para melhorar o nível de serviço da operação de comércio eletrônico, após queda nesses indicadores entre 2015 e 2016, e que tem atingido melhores números, afirma o banco. Hoje, cerca de 70% dos produtos com maior demanda no sistema "retira em loja" já estão nos estoques das lojas da empresa e os outros 30% estão nos centros de distribuição espalhados pelo país - essa taxa já foi de 50%.

 

Concorrente direto da Via Varejo, o Magazine Luiza detalhou, em encontro com analistas no fim do ano passado, projeto semelhante que deve ter a implementação  iniciada neste começo de ano. Entre 10 a 20 lojas devem fazer parte do primeiro lote de unidades com área de armazenagem ampliada - esse plano deve envolver todos os pontos e pode levar de um a dois anos.

 

O espaço de armazenagem deve passar de 15% a 30% da área total, com redução da área de caixas, informou a rede a analistas. Os recursos para o projeto estão dentro do orçamento definido para o ano, de R$ 250 milhões, segundo informações que circulam no mercado.

 

No Magazine Luiza, houve expansão de 250% no volume de pedidos pelo "retira em loja" de janeiro a setembro. Na Via Varejo, rede com receita anual de R$ 25 bilhões, um quarto das vendas pelo site em setembro foram retiradas nos pontos. Já a B2W (Americanas.com e Submarino) não avançou nesse projeto. Com a decisão de reduzir a venda direta ao consumidor pelos sites e concentrar-se no "marketplace" (shopping virtual), o sistema retira em loja deixou de se prioritário.

 

A expansão da área de armazenagem, para atender a demanda do "retira em loja", tem ainda peso financeiro. É que o sistema tem menor custo operacional para a varejista do que a entrega na casa do cliente, especialmente na chamada "última milha" - etapa final de entrega do produto. É a "última milha" que mais encarece o frete. O custo do "retira em loja" equivale a 10% do necessário para entrega na porta do consumidor.

 

(Fonte: Valor Econômico) 


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