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Baixo patamar do índice pode gerar corte de juros - 11/01/2018



A inflação já caminha em direção à meta oficial em 2018, afirmou ontem o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, acrescentando que a condução da política monetária continuará dependendo de diversos fatores, entre eles projeções e expectativas de preços.


“O BC seguiu os bons princípios no gerenciamento da política monetária e não reagiu ao impacto primário desse choque de alimentos, permitindo a queda da inflação para abaixo da meta”, afirmou Ilan em carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na qual justificou que o IPCA abaixo do alvo oficial em 2017 ocorreu por conta da deflação nos preços de alimentos.

O IPCA fechou 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos, algo inédito desde que o regime de metas de inflação foi definido, em 1999.

A meta de inflação é exatamente a mesma para este ano. Em seu último relatório trimestral de inflação, o BC projetou alta de 4,2 % para 2018. Economistas participantes da pesquisa Focus, por sua vez, veem o índice em 3,95 % neste ano.

Olhando para frente, Ilan ressaltou que o BC “tem calibrado a taxa de juros, e continuará a fazê-lo, com vistas ao cumprimento das metas”.

O baixo patamar do IPCA pavimenta o caminho para o BC seguir cortando os juros básicos depois de serem levados à mínima histórica de 7 % no final do ano passado. A aposta majoritária do mercado é de redução de 0,25 ponto em fevereiro, primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na carta, Ilan apontou que houve “comportamento excepcional” dos preços dos alimentos em 2017, decorrente da oferta recorde de produtos agrícolas, movimento fora de seu alcance.

“Não cabe inflacionar os preços da economia sobre os quais a política monetária tem mais controle para compensar choques nos preços de alimentos”, disse ele. “A política monetária deve combater o impacto dos choques nos outros preços da economia (os chamados efeitos secundários) de modo a buscar a convergência da inflação para a meta”, acrescentou.

Nos cálculos do BC, os choques de oferta contribuíram com 1,3 ponto percentual para o desvio da inflação em relação à meta em 2017, ou 83,9 % do total.
Ilan também afirmou que a ação e a comunicação da política monetária foram fundamentais para reancorar as expectativas de inflação.
 
Salário mínimo

O reajuste do salário mínimo ficou abaixo da inflação de 2017, divulgada ontem pelo IBGE. O cálculo é feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que encerrou o ano acumulado em 2,07%.

O governo, no entanto, utilizou o percentual de 1,81% para calcular o reajuste, que entrou em vigor em 1º de janeiro. Caso fosse corrigido pela inflação observada, o salário mínimo teria subido de R$ 937 para R$ 956, em vez dos R$ 954 válidos atualmente.

Com a diferença, o governo prevê economizar R$ 3,4 bilhões.

Essa é a menor correção aplicada ao salário mínimo desde 1995, primeiro ano após a criação do Real. Por lei, esse valor é corrigido levando em conta a inflação no ano anterior e o PIB de dois anos anteriores.

No caso de 2018, o PIB não é levado em conta, pois em 2016 a economia ficou no negativo, com uma retração de 3,5%. A legislação expira em 2019.

Além de definir o piso do mercado formal, o salário mínimo também é referência para benefícios, como aposentadorias e seguro-desemprego. Para os beneficiários do INSS que recebem acima do piso, o reajuste foi de 1,88% (não houve desconto).

(Fonte: Diário do Comércio) 


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