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Varejo cresce no Natal e estanca crise - 27/12/2017



Os primeiros indicadores das vendas deste Natal apontam para uma recuperação do varejo no fim do ano, reduzindo parte das perdas acumuladas a partir de 2014, quando o comércio foi afetado pela maior crise de sua história. Foi o primeiro Natal com expansão em receita nominal após dois anos com índices negativos - a queda chegou a três anos, a depender do segmento do comércio. "Não foi estouro de vendas, mas foi um alento. Voltamos para taxas positivas", disse Luís Augusto Ildefonso, diretor da associação de lojistas de shoppings (Alshop), com 150 empresas associadas, donas de 10 mil pontos de venda.

 

 

A entidade divulgou ontem alta de 6% nas vendas dos comerciantes de shoppings em dezembro. No mesmo mês em 2015 e 2016, houve queda de 2% e 3%, respectivamente. Ainda ontem, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) informaram elevação de 4,72% nas consultas para vendas a prazo no país entre 18 e 24 de dezembro. Pelos números da Serasa Experian, a alta foi de 5,6% - maior patamar desde 2010, quando a expansão nesse intervalo foi de 15,5%.

 

O desempenho é atribuído à melhora no ambiente econômico, com a queda dos juros, da inflação e a interrupção no movimento de alta no desemprego. As bases de comparação baixas dos anos anteriores também ajudam a explicar a alta dos indicadores.

 

Os números positivos do setor impulsionaram as ações das varejistas na bolsa ontem. Os papéis do Grupo Pão de Açúcar valorizaram-se 3,37% e da Via Varejo (dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio), 0,38%. Magazine Luiza e B2W subiram 3,61% e 2,97%, respectivamente, e Lojas Renner, 2,73%. Os produtos eletrônicos - principalmente celulares e TVs - e os móveis puxaram o avanço nas vendas de dezembro, superando as expectativas, segundo fontes próximas a grandes redes. Até setembro, a produção de TVs aumentou 34% neste ano. Fabricantes localizados na Zona Franca de Manaus não projetam estender férias coletivas, como ocorreu em janeiro de 2016. "A folga de final de ano deve ser o período usual, de uma semana, entre Natal e Ano Novo. Como o estoque foi reduzido no Natal, há entrega a ser feita para atender as vendas promocionais de janeiro", diz o diretor de uma fabricante estrangeira de TVs.

 

Segundo esse executivo, Magazine Luiza e Casas Bahia pediram para antecipar a entrega de eletrônicos para o início do mês para dar conta da demanda. "O que eu iria entregar de 22 a 28 de dezembro, pediram para antecipar para a primeira semana, porque calcularam que a venda poderia subir um pouco mais no Natal. Outras cadeias também solicitaram, mas não deu para atender todo mundo."

 

As redes identificaram ainda aumento nas vendas por crediário. "Com o maior uso do cartão de credito em compras diárias, como supermercados, o crediário teve expansão maior nas vendas de eletrônicos em dezembro em comparação ao ano passado", disse Carlos Luciano Ribeiro, presidente da Novo Mundo, maior varejistas de eletrônicos do Centro-Oeste, com 140 lojas em dez Estados. Segundo ele, as vendas pelo site do grupo cresceram 25% e, nas lojas físicas, 17%.

 

No segmento de livros e eletrônicos, a Livraria Cultura apurou alta de dois dígitos nas vendas do site em dezembro e, nas lojas físicas, de um dígito, segundo uma fonte do setor. A Cultura é dona da Fnac.

 

Em alimentos, o desempenho ficou em linha com o previsto entre as cadeias ouvidas - as lojas de atacado foram o destaque no Carrefour e no Grupo Pão de Açúcar (GPA),  superando com folga o desempenho dos supermercados e hipermercados. Foi o Natal dos alimentos no atacarejo, disse uma fonte. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a efetivação de trabalhadores temporários contratados pelo comércio para o Natal de 2017 deverá dobrar na comparação com 2015/2016. Devem ser efetivados aproximadamente 30% dos profissionais chamados para a época de festas. Em 2016, essa taxa foi de apenas 15,2% e em 2015, de 14,4%. Foram abertas 74,1 mil vagas temporárias no país. No fim de 2016, foram 67,4 mil.

 

(Fonte: Valor Econômico) 


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