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Estudo aponta consumidores mais conscientes em 2018 - 26/12/2017



De acordo com o estudo realizado pela Nielsen,  o crescimento da renda das famílias brasileiras foi de 11%, número fomentado principalmente pela retomada do emprego. Já os gastos foram freados como medida cautelosa, apontando apenas 1% na variação do ano passado para cá. Se antes a balança entre esses dois elementos estava em equilíbrio, hoje a renda se sobressai em 9,9%, algo inédito nos últimos 3 anos.

 

Nessa equação, as regiões brasileiras encontram-se em estágios diferentes. O destaque vai para a Grande São Paulo, onde a renda aumenta em 10% e o gasto em 3%, favorecendo uma melhor administração das contas domésticas e sendo a localidade com o menor patamar de desemprego. Por nível socioeconômico, uma vez que no passado sentiu mais intensamente o peso da crise, a classe C é a que mantém mais estabilidade na balança, com gastos 0,3% acima da renda.

 

FGTS: BENEFÍCIO QUE CHEGOU PARA ALIVIAR 

 

Ainda sob efeito de incertezas e com a necessidade de saírem de uma complicada situação de orçamento, 27,2% das famílias se beneficiaram este ano do saque das contas inativas do FGTS. De acordo com o estudo da Nielsen, 46,6% delas utilizaram esse ingresso adicional para quitar dívidas.

 

Depois de guardar ou investir, 11,6% usufruíram desse benefício com categorias de bens de consumo (*FMGC - Fast Moving Consumer Goods). Os setores de Bebidas e Higiene&Beleza foram os mais beneficiados, com ênfase para cervejas, com consumo 6% maior que a média da população brasileira, refrigerantes (12%), fraldas descartáveis (74%) e escova de dentes (27%).

 

PANORÂMA DO BRASIL FRENTE À CRISE: OS NÃO IMPACTADOS 

 

Em 2017, 48,2% dos lares brasileiros se mantiveram isentos da crise, ou seja, não acumularam dívidas e não perderam o emprego. Desse total, 26% não foram impactados nos últimos dois anos e 22,2% presenciaram a crise em 2016, mas conseguiram contornar sua situação financeira com o tempo.

 

Os que nunca foram impactados representam lares majoritariamente de nível socioeconômico AB (30%) e DE (32%),

 sem crianças (62%), com famílias de até dois membros (51,2%) e do estado de São Paulo (32,6%). Apesar de gastarem 13% a mais do que lares brasileiros em geral, eles são cautelosos quanto ao consumo. Ricardo Alvarenga, especialista em entendimento do consumidor da Nielsen, comenta que “essas famílias aprenderam a economizar e optam por canais que lhes ofereçam um melhor custo-benefício. Por exemplo, vão mais vezes ao Cash&Carry, enquanto buscam os Hipermercados para comprar itens mais premium.”

Já aqueles que saíram da crise representam lares preponderantemente de nível socioeconômico C (54,4%), sem crianças (50,2%), com famílias de três a quatro membros (49,1%) e estão mais presentes no Nordeste, Minas Gerais (ambos com 19,7%), Interior do Rio de Janeiro e Espírito Santo (ambos com 20%). Esse grupo apresenta melhor controle financeiro - com seus gastos 34% menores do que a renda - despesas abaixo da média, principalmente em lazer, e sua maior preocupação é pagar as contas em dia (26%). Em relação aos canais frequentados, os destaques vão para Cash&Carry para as compras de abastecimento e Vizinhança para as de reposição.

 

PANORÂMA DO BRASIL FRENTE À CRISE: OS IMPACTADOS 

 

 51,8% dos lares brasileiros ainda são impactados pela crise por perda de emprego e/ou acúmulo de dívidas. Desse total, 37,4% estão nessa condição desde 2016 e 14,4% entraram em 2017. São famílias que tiveram que aprender a fazer escolhas mais responsáveis e os principais beneficiados pelo FGTS.

Esse grupo é representado predominantemente pelo nível socioeconômico C (52%), com crianças de 6 a 11 anos (12,4%) e famílias de cinco ou mais componentes (24,5%). A troca por marcas mais baratas foi a principal medida adotada para economizar, e as maiores preocupações giram em torno de pagar as contas em dia, garantir os estudos e conquistar/manter o emprego. Para driblar o entorno econômico instável, busca formas de ganhar renda extra, com destaque para prestação de serviços e venda de produtos.

 

O QUE ESPERAR DO CONSUMIDOR EM 2018 

 

O estudo da Nielsen aponta que o consumidor no próximo ano optará por caminhos mais ponderados. “Com a crise, ele aprendeu a planejar suas compras, economizar por meio do gerenciamento de seus gastos, fazer opções inteligentes quanto à escolha de produtos e canais”, diz Ricardo.

 

Um pouco mais aliviado quanto ao contexto econômico, o consumidor também estará mais propenso a diminuir os gastos com categorias básicas e aumentar o consumo com supérfluos. Entretanto, isso não significa que ele comprometerá o volume de seu carrinho, pelo contrário, quer desembolsar menos, mas levando mais. Quando questionado sobre o que pretende fazer quando a crise passar, sua prioridade é voltar a comprar marcas mais caras, que por um momento deixou de lado.


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