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Caixa eletrônico está se tornando peça de museu na China - 24/10/2017



"Insira o cartão no sentido apontado pelo adesivo sobre a máquina", avisa a placa no museu histórico de Shenzhen,- uma sonolenta vila de pescadores miseráveis nos anos 1970, hoje transformada em espécie de Vale do Silício asiático, com mais de 10 milhões de habitantes. A relíquia é um caixa eletrônico e o cartaz explica, em cinco passos, como sacar dinheiro.

 

Em boa parte da China, diante de um equipamento como esse, é justo dizer que crianças e adolescentes talvez não enxerguem utilidade. O mundo usa cada vez menos papel-moeda, mas a viagem para o futuro empreendida pelos chineses é feita sem escalas. Dá um salto nos cartões de débito e de crédito, sinônimos de inclusão bancária no Ocidente.

 

De lojas de grife nos grandes aeroportos até pequenas mercearias nos bairros residenciais, eles já adotaram o uso massivo do celular como sistema de pagamento corrente. É um processo que dura dois ou três segundos, no máximo. O cliente leva o produto escolhido ao caixa do estabelecimento e um leitor ótico capta o "QR Code" na tela do celular. O valor é automaticamente debitado da conta corrente do usuário. Pode-se jogar a conta para o cartão de crédito, meramente virtual. Nenhuma operação requer senha.

 

WeChat

"Para um chinês, perder o telefone é muito pior do que se lhe roubam a carteira", afirma um mexicano que mora em Pequim há cinco meses. Todo esse sofisticado meio de pagamento eletrônico passa pelo WeChat, um aplicativo com 960 milhões de usuários ativos, desenvolvido na própria China e verdadeira febre local. Ele é, ao mesmo tempo, rede social e serviço de mensagens. Em uma única plataforma, oferece versões locais de tudo o que nos faz gastar horas com o pescoço inclinado: WhatsApp, Facebook e Instagram.

 

Sua chamada de voz é estável e raramente perde conexão. Boa parte do sucesso do WeChat, cuja desenvolvedora está sediada em Shenzhen, deve-se à censura imposta pelo Partido Comunista. O WhatsApp e o Facebook, bem como as buscas pelo Google e as mensagens por Gmail, são bloqueados pelo governo.

 

 A única forma de driblar a restrição é usando uma rede VPN, que disfarça o protocolo de internet (IP) e faz os sites em geral "entenderem" que a conexão foi feita em outro país do mundo, não da China. O problema é que essa triangulação deixa a navegação instável e o governo chinês muitas vezes também derruba essa conexão.

 

Os números envolvidos no sistema de pagamento do WeChat impressionam: 300 mil estabelecimentos no país estão credenciados e há 600 milhões de transações por dia, segundo estimativas de consultorias privadas. A inexistência de notas maiores do que 100 yuans - o equivalente a US$ 15 aproximadamente - dá impulso adicional à tecnologia.  (Fonte:  jornal Valor Econômico)


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