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Principal acionista reduz fatia na Reckitt Benckiser - 18/09/2017



O maior acionista da Reckitt Benckiser reduziu sua participação no grupo britânico de produtos para higiene, saúde e para o lar que sofreu uma série de recentes reveses, em meio a opiniões de analistas que preveem que a companhia não cumprirá suas metas de vendas neste ano.


A JAB Holdings, principal acionista da Reckitt, disse ter reduzido ainda mais - de 8,9% para 7,9% -, sua participação na fabricante do alvejante de roupas Vanish e dos preservativos Durex. Uma década atrás, a participação era de 16%.

 

A notícia da venda das ações ocorre na esteira de mudanças na administração, com a saída de quatro dos dez diretores seniores da Reckitt. E segue-se a um devastador ataque cibernético em junho, que disparou uma advertência sobre queda nas vendas bem no momento em que a empresa estava realizando sua maior aquisição - a compra, por US$ 18 bilhões, da americana Mead Johnson, que fabrica fórmulas alimentares para bebês.
 

A JAB, veículo de investimento privado da família alemã Reimann, vem construindo um império do café com aquisições como o da Keurig Green Mountain e expandindo seus negócios em cosméticos mediante uma participação na Coty.
 

Eva Quiroga-Thiele, analista do Deutsche Bank, afirmou: "A JAB vem vendendo sua participação na RB gradualmente ao longo de vários anos e a decisão provavelmente reflete suas opções de investimento. Eles têm investido mais em café e na Coty e, presumivelmente, enxergam maiores oportunidades de longo prazo nesses negócios."
 

Um número crescente de analistas acredita que a Reckitt provavelmente não atingirá sua meta de crescimento de receitas de 2%, estabelecida em julho. Mesmo à época, o CEO Rakesh Kapoor disse que os 2% não eram uma estimativa final. A Reckitt deve reportar mês que vem suas vendas no terceiro trimestre.
 

Martin Deboo, analista da Jefferies, disse esperar um avanço de vendas de 1%. "Agora esperamos que a RB fique abaixo de sua meta de crescimento de 2% em 2017", afirmou, em nota.
 

A Reckitt tem apresentado há bastante tempo um desempenho superior à média do setor de bens de consumo e ainda se beneficia de altas margens de lucro - 23%. Os preços de suas ações triplicaram ao longo de uma década.
 

Mas o crescimento das vendas diminuiu bruscamente após diversos eventos, entre eles um escândalo sobre desinfetantes que causaram mortes na Coreia do Sul. As ações caíram 8% desde a saída dos diretores.
 

(Fonte: Valor Econômico)


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