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Economistas projetam alta para o varejo - 13/09/2017



Estáveis em julho, após três meses de crescimento, as vendas do varejo devem manter a tendência de recuperação ao longo do segundo semestre e em 2018, acreditam economistas. Encerrado o efeito pontual do saque das contas inativas do FGTS, fatores estruturais, como a retomada do mercado de trabalho e do crédito ao consumo devem dar sustentabilidade ao ciclo de recuperação.


As vendas do varejo restrito - que exclui automóveis e materiais de construção - tiveram variação nula em julho, em relação ao mês anterior e feito o ajuste sazonal. O resultado veio em linha com as projeções de 23 bancos e consultorias ouvidas pelo Valor Data. O dado de junho foi revisado de alta de 1,2% para 0,9%.

 

Já no conceito ampliado, as vendas do varejo surpreenderam, ao registrar um avanço de 0,2% em julho, na base mensal ajustada. Em relação a julho do ano passado, o varejo restrito cresceu 3,1% e o ampliado subiu 5,7%. Com isso, a variação acumulada no ano passou do vermelho ao azul para o varejo restrito, com alta de 0,3%, ante recuo de 0,2% em junho. O varejo ampliado já acumula crescimento de 1,1% em sete meses.
 

Dos dez setores monitorados pelo IBGE, apenas quatro registraram redução nas vendas em julho. O desempenho do varejo restrito na margem foi impulsionado por supermercados (0,7%), equipamentos e materiais para escritório e comunicações (4,4%) e vestuário e calçados (0,3%), compensados por queda em combustíveis (-1,6%) e produtos farmacêuticos (-0,4%). Já as vendas do varejo restrito foram beneficiadas por avanço em material de construção (0,9%), contido pela queda em veículos, motos e peças (-0,8%).
 

"A estabilização é um movimento bastante observado após três taxas positivas. É um fator pontual e esperado", disse Isabella Nunes, gerente da Pesquisa mensal do Comércio. "O resultado de julho foi positivo, ainda que o patamar de vendas permaneça 8,7% abaixo de seu pico histórico, registrado em novembro de 2014."
 

A percepção é compartilhada pela consultoria Tendências. "A estabilidade do varejo restrito em julho não prejudica de jeito nenhum a tendência de recuperação", afirma o economista João Morais. "Não é o fim do FGTS que vai causar grandes prejuízos para o varejo, porque agora existem outros condicionantes muito mais relevantes que permitem uma tendência de melhora contínua no curto e médio prazo", completa.
 

O Goldman Sachs calcula que, diante do resultado do varejo em julho, mesmo que o setor permaneça estável em agosto e setembro, o crescimento será de 0,7% para o varejo restrito e de 1,7% para o ampliado no terceiro trimestre, em relação ao período de abril a junho, feitos os devidos ajustes. Assim, só a herança estatística já garante a continuidade do crescimento neste trimestre.
 

Os primeiros indicadores coincidentes do varejo - índices de atividade do comércio, licenciamento e vendas de veículos, sondagens do comércio e do consumidor - sinalizam alta dessazonalizada de 0,2% do varejo ampliado em agosto, calcula o Itaú Unibanco. No conceito restrito, a projeção preliminar do banco é de recuo de 0,3%.
 

"Projetamos que as vendas no varejo sigam em tendência de recuperação nos próximos meses, embora em ritmo menor devido a menos contribuições da desinflação e do saque das contas inativas do FGTS", afirma Artur Manoel Passos, economista da instituição, em relatório.
 

O resultado melhor do que o esperado no varejo ampliado traz um viés positivo para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de julho, que deve ser divulgado amanhã, diz o Haitong.
 

(Fonte: Valor Econômico) 


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