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Montadoras elevam produção e metalúrgicos retomam seus postos - 05/09/2017



 

Até o fim do ano, a fábrica da Volkswagen no ABC paulista vai funcionar 24 horas por dia, passando, gradativamente, de um para três turnos de produção. A MAN, fabricante de caminhões, já estuda novas contratações. Aos poucos, a indústria automobilística abandona programas de redução de jornada e afastamento de pessoal para ajustar-se a um novo cenário, de recuperação da atividade. Nesta terça-feira, 5, na divulgação do resultado de vendas de agosto, haverá mais motivos para comemorar. Um dia antes de o mês terminar, na quarta-feira passada, o número de emplacamentos no país já registrava aumento de 9,8% ante todos os dias de agosto de 2016, num total de 202,05 mil veículos.
 

Com a adição dos que foram licenciados na segunda-feira, 04, o número que será conhecido nesta terça, o crescimento tende a passar dos 15%. No acumulado do ano - vendas de 1,406 milhão de 1º de janeiro a 30 de agosto - o mercado brasileiro registrou aumento de 4,3%, o que leva a crer, com base na média diária de licenciamentos, que os oito meses completos revelarão avanço próximo de 5% na comparação com igual período de 2016. A recuperação desse setor, que de janeiro a julho aumentou a produção em 22,4%, é sustentada pela volta da confiança do consumidor brasileiro e também pelo resultado expressivo nas exportações, que tendem a crescer 35% este ano. A soma desses dois cenários favoráveis é que permite, agora, a suspensão de folgas às sextas-feiras, a volta dos trabalhadores afastados e até contratações, algo que não se via nessa indústria desde 2013.
 

Há um ano havia mais de 25 mil trabalhadores de montadoras em programas de "layoff" (suspensão temporária do trabalho) ou no PSE (Programa SeguroEmprego), que permitia reduzir a jornada em até 30%. O total caiu para 12 mil em julho passado e tende a ser ainda menor em agosto. Além da preparação para os três turnos em São Bernardo, recentemente a Volks também anunciou o fim da jornada reduzida em Taubaté (SP). "As perspectivas estão de fato melhores. Nossas expectativas para 2017 são de aumento de mais de 20% em nossa produção e de crescimento de 50% nas exportações", afirma o presidente da Volks na América do Sul, David Powels.
 

Nas próximas semanas a fábrica da Volks no ABC passará de um para dois turnos e entre novembro e dezembro começará a terceira turma, algo que não acontecia desde meados de 2015. A unidade receberá investimento de R$ 2,6 bilhões para produzir o novo Polo e o sedã Virtus. Há boas notícias em praticamente todas as empresas do setor. Na Renault, o lançamento de um novo modelo, o Kwid, também levou à necessidade do terceiro turno. Em abril foram contratados 700 trabalhadores e agora 600 vagas foram abertas para a fábrica de São José dos Pinhais (PR) finalmente funcionar 24 horas por dia. A MAN, que operava só quatro dias por semana desde o ano passado, suspendeu agora a folga de sexta-feira, chamou de volta 70 empregados que estavam em "layoff" e o presidente da companhia, Roberto Cortes, já estuda novas contratações.
 

 "Estou entusiasmado, mas com embasamento para isso", afirma o executivo, que esta semana fechou o maior contrato do ano, com a venda der 400 caminhões para a Ambev. Segundo Cortes, os frotistas perceberam que se quiserem preservar seus modelos de negócios precisam começar a renovar as frotas para acompanhar a retomada da atividade que, diz, descolou-se da crise política. A percepção refletiu-se no aumento crescente das vendas de caminhões e ônibus, que saíram da média de 154 por dia no início do ano para 231 em maio, 275 em julho e 285 em agosto. "A indústria de caminhões é um termômetro da economia. Se estamos crescendo é porque o PIB também vai crescer", diz Corte.

(Fonte: Valor Econômico)


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