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BRF anuncia troca de CEO até dezembro - 01/09/2017



 

O conselho de administração da BRF não esperou os resultados do terceiro trimestre e aprovou na quinta-feira (31) a saída de Pedro Faria do cargo de CEO da companhia. Sócio da gestora de recursos Tarpon, que articulou a chegada do empresário Abilio Diniz à presidência do conselho, Faria assumiu a cadeira no início de 2015. Depois que a BRF registrou o primeiro prejuízo de sua história no ano passado, contudo, sua permanência passou a ser recorrentemente questionada pelos principais acionistas. O sucessor de Faria não foi escolhido, mas deve vir de fora da empresa.

 

Em carta publicada pouco antes de uma teleconferência com jornalistas, no fim da tarde, Abilio afirma que quando Faria se tornou CEO, "nossos planos corriam como esperado". Mas já no fim daquele ano, pontuou, a "conjuntura começou a mudar radicalmente" e 2016 teve início em meio a uma "tempestade perfeita", em grande medida provocada pelo aumento dos preços dos grãos e a problemas nos mercados doméstico e externo - e isso em meio à volatilidade do câmbio.

 

 "Essa combinação de fatores negativos nos levou a uma grande decepção com os resultados da BRF", diz Abilio na carta. Segundo ele, as perspectivas já são melhores, mas mesmo assim "o momento de contribuição valorosa do Pedro à BRF como CEO está concluído". De abril a junho, pelo terceiro trimestre consecutivo, a companhia ficou no vermelho. O prejuízo líquido foi de R$ 167,3 milhões, ante lucro de R$ 31 milhões em igual período de 2016. A receita líquida recuou 5,7% na comparação, para R$ 8 bilhões.

 

 

Logo depois que esses resultados foram anunciados, no início de agosto, fontes ligadas à empresa começaram a ventilar que a substituição de Faria já havia começado. Na teleconferência de quinta-feira, Abilio confirmou a informação ao afirmar que a saída do executivo já vinha "maturando". De acordo com ele, o próprio Faria demonstrava que não ficaria "para sempre" no cargo. Não por coincidência, em seguida a Tarpon divulgou um comunicado afirmando que espera o retorno do sócio-fundador a seus quadros a partir do início de 2018.

 

 Apesar dos prejuízos nos dois primeiros trimestres do ano, Abilio afirma, na carta que divulgou, que a BRF entrou em 2017 com muita energia e passou a contar com um ciclo mais favorável. "Começamos a nos recuperar e a apresentar resultados melhores neste ano até sermos surpreendidos pelo episódio da Carne Fraca, que abalou todo o setor e trouxe desafios inclusive no mercado internacional", escreve o empresário. Deflagrada no dia 17 de março pela Policia Federal, a Operação Carne Fraca investiga casos de corrupção entre fiscais agropecuários e frigoríficos - um executivo do alto escalão da BRF chegou a ser preso.

 

 Mas não faltaram elogios ao CEO: "Sob seu comando, a BRF reorganizou sua atuação internacional para alcançar o status que estabelecemos como meta: ser uma empresa global de alimentos e não apenas a maior exportadora de frango do mundo. Em pouco tempo, tivemos um grande sucesso, e fomos capazes de dobrar o valor de mercado da empresa", afirma Abilio no texto. De janeiro de 2015 até quinta-feira, contudo, as ações da empresa de alimentos caíram 30,4% na B3, e seu valor de mercado ficou R$ 17 bilhões menor.

 

 A companhia definiu que, por precisar de um gestor, o substituto de Pedro Faria será contratado no mercado. "Se for uma pessoa da indústria de alimentos, melhor", afirmou Abilio na teleconferência. Ele também frisou que o novo CEO não será "ligado a nenhum dos acionistas" da BRF.

 

(Fonte:Valor Econômico) 


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