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Consumidor mineiro está menos endividado, revela Conselho Estadual de SPC - 23/08/2017



 

A queda no consumo e o efeito da liberação do FGTS inativo têm levado o consumidor mineiro a ficar menos endividado. Esse resultado é apresentado pelo indicador de inadimplência do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais que apontou que em julho deste ano, o número de dívidas em atraso de pessoas físicas em Minas Gerais registrou queda de -4,54% na comparação com o mesmo mês de 2016.
 

“A injeção de R$ 34 bilhões na economia, em função dos recursos do FGTS, possibilitou que boa parte da população utilizasse o benefício para regularizar suas pendências e diminuir o número de dívidas”, afirma Bruno Falci, presidente do SPC Brasil e do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais. Ainda de acordo com os dados, no recorte mensal (Jul.17/Jun.17), a retração no endividamento foi de -1,23%.
 

Na análise por faixa-etária anual (Jul.17/Jul.16), a maioria das dívidas registradas no SPC Brasil ocorreu entre as pessoas acima dos 50 anos (35,66%). “São os responsáveis financeiros pelas famílias, que sentem mais no bolso os reflexos do aumento do custo de vida. Muitos, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria”, explica Falci. No aspecto gênero do devedor anual, a queda no número de dívidas foi maior entre os homens (-5,25%), enquanto a retração dos débitos do público feminino foi de -4,38%.

 

Pessoas físicas recuam

 

Na comparação anual (Jul.17/Jul.16), houve queda de -1,65% no número de consumidores inadimplentes junto ao SPC de Minas Gerais. Segundo Bruno Falci, a redução da taxa de inflação (IPCA 12 meses em 2,71%) e da taxa de juros (Jul.16 em 14,25%/Jul.17 em 9,25%), aliados à entrada extra de capital via FGTS e ao menor consumo por parte das famílias foram os principais fatores que justificaram essa importante queda. Na variação mensal (Jul.17/Jun.17), a queda no número de consumidores mineiros inadimplentes foi de -1,18%.

 

Na abertura por faixa-etária, no mês de julho de 2017, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos apresentou queda de -27,96%. As pessoas acima de 50 anos registraram a maior concentração de endividados (+18,06%). “A retração entre os mais jovens se deve ao fato de esse público estar demorando mais a entrar no mercado de trabalho e, por isso, sem renda, não apresentam consumo e endividamento altos”, afirma Bruno Falci. 

Pessoas jurídicas

 

A melhora de alguns indicadores econômicos, tais como juros e inflação, tem contribuído para frear o ritmo do aumento da inadimplência em empresas do Estado. Em julho deste ano, houve alta de +5,51% no número de pessoas jurídicas inadimplentes, comparando-se com o mesmo período de 2016. Entretanto, esse índice foi menos da metade do que foi registrado em julho do ano passado, quando o crescimento foi de +14,42%.
 

Bruno Falci explica que, mesmo com a taxa de desemprego elevada (13,7% no 1º trimestre de 2017 e 11,3% no mesmo período de 2016, segundo IBGE), a inflação começou a desacelerar (0,24% em julho de 2017 / 0,52% em julho de 2016) e os juros estão diminuindo (9,25% em Jul.17). “A melhora desses indicadores possibilitou a algumas empresas quitarem seus débitos, pois os juros mais baixos fazem com que a negociação da dívida fique mais fácil. Isso poderá estimular a retomada do investimento e impactar positivamente na geração de emprego e, consequentemente, no aumento do consumo e das receitas das empresas”.
 

Na base de comparação mensal também foi registrado crescimento, mas de forma moderada. Em julho de 2017 a alta foi de +0,07% ante +1,03% no mesmo mês de 2016. O setor que registrou a maior quantidade de empresas inadimplentes foi o de serviços. Na comparação anual (Jul.17/Jul.16), a alta foi de +8,99%. Os demais setores comportaram-se  da seguinte forma: comércio (+4,54%);  indústria (+4,27%);  agricultura (-0,55%)  e outros tipos  de  estabelecimentos (-8,86%).
 

Metodologia
 

Os indicadores de inadimplência apresentados nesse material contêm todas as informações disponíveis nas bases de dados a que o SPC Brasil e as CDL’s de Minas Gerais têm acesso.

(Fonte: CDL/BH) 


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