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Ação do Carrefour estreia com leve queda na Bovespa - 21/07/2017



No dia da estreia das ações do Carrefour na bolsa brasileira, nesta quinta-feira (20), com a presença de praticamente toda a linha de frente do Carrefour e da Península Participações, a empresa de Abilio Diniz, o ânimo dos sócios com a operação contrastava com uma abertura não muito empolgante – a cotação chegou a cair 4,3% pela manhã, a R$ 14,36. No fechamento do pregão, as ações ordinárias da varejista atenuaram a queda, para 0,67%, a R$ 14,90. Os papéis PN do Grupo Pão de Açúcar, rival direto da rede, fecharam no mesmo dia em alta de 1,76%, a R$ 66,03.


Com Carrefour, houve um movimento financeiro forte, de R$ 509,6 milhões, o maior giro da bolsa, como reflexo, em parte, de investidores de curto prazo saindo de sua posição. São compradores que apostam que o papel vai subir no primeiro dia, já com o intuito de vender no pregão de abertura. Mas sem tantos compradores, a ação cai. Esse giro de quase R$ 510 milhões corresponde a 10% do valor da oferta pública de ações, anunciada pela empresa, com movimento de até R$ 5,12 bilhões.


Nas ofertas públicas iniciais de ações, quando há uma demanda alta pelo papel, o investidor pede determinado volume de ações, mas acaba recebendo menos na conclusão da operação. Então, ele entra na bolsa para conseguir comprar o que buscava. No Carrefour o movimento foi oposto - o investidor pode ter reservado e recebido, em função da demanda tímida pelos papéis, mais ações do que buscava. Aproveitou o pregão de estreia para se desfazer do que não queria.


Tanto esse movimento, quanto aquele dos investidores de curto prazo, que buscavam ganho rápido com a ação, sem apostar na tese da empresa, são vistos pela companhia como naturais, apurou o Valor, não havendo interesse nesse investidor focado no curto prazo.


No evento de abertura do pregão na bolsa, Abilio Diniz, maior sócio do Carrefour no país, disse esperar "estar puxando a fila" com o IPO da empresa, e que apesar dos "dias tensos" - a oferta de ações exigiu algum esforço para que sua colocação avançasse - a operação teve um "final feliz", disse. "Foi fácil? Não foi fácil. Mas nós precisamos acreditar mais no país [...] Se gente de fora acredita, por que nós não?" Ao fim da operação, a Peninsula (Abilio e o fundo GIC) fica com 11,5% do Carrefour (as ações não farão parte do volume de papéis em negociação, o chamado "free float") e o Carrefour, com posição entre 71,2% e 73,5%.


 A agência de classificação Fitch afirmou, em relatório divulgado ontem, que a oferta feita no piso da faixa indicativa, de R$ 15, reflete o ambiente econômico difícil que persiste no Brasil, atualmente com rating 'BB', com perspectiva negativa. "Isso não é condizente com a forte posição do Carrefour no Brasil e com as tendências positivas para o setor no longo prazo", observou.


O documento ainda ressalta que o Carrefour Brasil lidou bem com a recessão brasileira por causa de sua alta exposição ao formato de atacarejo, menos afetado pela crise. No entanto, a agência lembra que a competição no país está aumentando, com o rival GPA investindo pesadamente no atacarejo e tomando iniciativas para reaquecer as vendas da rede Extra.


Segundo relatório do Société  Générale, as ações do GPA estavam sendo negociadas com um desconto de 10% em relação ao preço da oferta do Carrefour Brasil. Isso poderia abrir espaço para uma mudança de patamar no preço do papel.


(Fonte: Valor Econômico) 


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