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Cielo perderá exclusividade com transações Elo - 29/06/2017



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) assinou nesta quarta-feira, 28,  acordos com a Cielo para pôr fim à exclusividade da empresa no recebimento de transações com cartões da bandeira Elo, dos bancos Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com a assinatura de um termo de compromisso de cessação (TCC), os cartões Elo poderão ser aceitos por credenciadoras concorrentes a partir de 31 de julho.

 

 Em outro acordo, o Cade fez  a Cielo dar acesso a suas máquinas de captura a todas as demais credenciadoras do País, desde que estas empresas concedam o mesmo tratamento à companhia. Acordo semelhante já havia sido firmado em abril com a principal rival da Cielo, a Rede, do Itaú Unibanco.


“O Cade espera que as mudanças possibilitem mais concorrência para os participantes do mercado e menores custos aos lojistas e consumidores”, afirmou o órgão de defesa da competição em comunicado à imprensa.


O crescimento de rivais de menor porte está pressionando as grandes empresas de meios eletrônicos de pagamentos no Brasil, que estão diversificando a oferta de atrativos a lojistas para tentar marcar posição num mercado de margens decrescentes e que espera mais mudanças nas regras por parte do Banco Central.
 

 O embate tem se dado de forma mais feroz no varejo de pequeno e médio portes, nos quais entrantes como iZettle, Global Payments e Stone têm se concentrado com ofertas competitivas em relação às oferecidas por Cielo, Rede e GetNet, do Santander Brasil. Entre as novas empresas ainda há a Safra Credenciadora e Adiq, do Banco Bonsucesso.


 “Vigoram atualmente algumas relações de exclusividade entre bandeiras e determinadas credenciadoras, que impossibilitam a captura, em um mesmo equipamento, de todas as bandeiras de cartões de crédito e débito que atuam no mercado brasileiro”, afirmou o Cade. “A prática obriga os estabelecimentos comerciais a contratarem a Cielo para que possam aceitar os cartões de bandeira Elo como forma de pagamento”, acrescentou a autarquia.
 

Combustíveis


 O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prorrogou por mais um mês a análise da compra da rede Ale pela Ipiranga, do Grupo Ultra. O conselheiro relator, João Paulo de Resende, pediu a prorrogação para ter mais tempo para analisar remédios propostos pelas requerentes, o que indica que poderá haver um acordo para a aprovação do negócio. Com isso, a fusão, que estava prevista para ser julgada ontem foi retirada da pauta do conselho.


 A Ipiranga anunciou a compra da rede de postos combustíveis Ale em junho do ano passado, por R$ 2,17 bilhões. Em fevereiro deste ano, a superintendência geral do Cade concluiu que a operação pode resultar em elevação de preços dos combustíveis na distribuição e na revenda, decorrente de um aumento do poder de mercado da Ipiranga. Com isso, a superintendência enviou a análise do caso para o plenário do Cade, que é quem dará a palavra final.
 

(Fonte: Diário do Comércio) 


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