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Suspensão das importações preocupa setor produtivo de carnes - 26/06/2017



A suspensão temporária de todas as importações de carne bovina in natura do Brasil, anunciada na última quinta-feira pelos Estados Unidos, deixa o setor produtivo temeroso. Por ser um dos maiores players do mercado e responsável por uma das legislações mais rigorosas do mundo, o embargo pode dificultar as negociações com novos mercados. Além disso, o volume antes exportado para o país norte-americano pode ser destinado ao mercado nacional e provocar retração dos valores da carne. O setor produtivo está se organizando para atender às demandas dos EUA. Em Minas Gerais, o sentimento é de frustração, pois o Estado estava começando a entrar nesse mercado.

(Fonte: Diário do Comércio) 

 

O comércio de carne in natura entre Brasil e Estados Unidos foi autorizado em agosto de 2016, após mais de uma década de negociações. Os primeiros embarques foram realizados em setembro de 2016, pelo Mato Grosso do Sul.
 

 

Após a Operação Carne Fraca, deflagrada em março, o serviço de inspeção dos EUA passou a avaliar 100% das carnes brasileiras que chegam ao mercado. Desde março, foi recusada a entrada de 11% dos produtos brasileiros de carne fresca por apresentarem irregularidades, volume considerado alto uma vez que o padrão estabelecido é de 1%. As irregularidades encontradas foram abscessos em alguns cortes, o que pode ter sido provocado por alguma reação à vacina contra a febre aftosa.
 

 

“O ingresso da carne brasileira in natura nos Estados Unidos era uma porta para a entrada em outros países, mostrando a sanidade e a qualidade da carne nacional. Todo o trabalho construído ao longo de um tempo significativo e que estava gerando resultados positivos, frente ao fato é muito preocupante para o setor”, explicou o superintendente de Abastecimento e Economia Agrícola da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Ricardo Albanez.


 

Minas Gerais


 

Os dados da Seapa mostram que as primeiras exportações de Minas Gerais para os EUA ocorreram em abril de 2017 com o embarque de 162 toneladas e faturamento de US$ 864,9 mil. No segundo mês, maio, o volume exportado para os Estados Unidos cresceu e alcançou 391 toneladas, movimentando US$ 1,65 milhão.


 

A carne bovina in natura destinada aos EUA representou 1,9% e 3,5%, de toda a carne bovina exportada por Minas Gerais, em abril e maio. Demonstrando uma possibilidade de crescimento deste produto no mercado norte-americano.


 

“Apesar da participação dos embarques para os Estados Unidos ainda ser pequena em Minas Gerais, a sinalização era de um mercado crescente. A situação atual é muito ruim para a imagem do nosso produto, que já havia sido abalada pela Operação Carne Fraca”, disse Albanez.


 

A expectativa com os embarques para os Estados Unidos era abrir outras parcerias com mercados exigentes e que pagam valores diferenciados pela qualidade do produto. De acordo com Albanez, o embargo pode dificultar o processo, por isso, é necessário que sejam tomadas medidas rápidas e concretas para adequar o produto nacional às exigências do mercado norte-americano.


 

“É preciso reconstruir todo o trabalho com ações efetivas. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) precisa adotar as medidas solicitadas e adequar às condições, demonstrando que temos condições de atender à demanda. Precisamos dar uma resposta rápida para não impactar mais”, explicou.


 

Novos mercados


 

 O comércio de carne bovina in natura com os Estados Unidos é interessante para o Brasil. Além de ser um importante mercado consumidor, as regras rígidas em relação às questões sanitárias e à qualidade fazem com que o país seja referência para a abertura de novos mercados, como o Canadá, Japão e Coreia do Sul, por exemplo.


 

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) lamentou a suspensão das exportações de carne bovina in natura pelos EUA e esclareceu que as ações corretivas para adequação dos processos produtivos já estão sendo tomadas. A Abiec explica que as ações serão apresentadas em missão coordenada pelo Mapa prevista para as próximas semanas. Baseado no próprio comunicado norte-americano, a entidade acredita que, confirmado o encontro e a apresentação das medidas para correção das irregularidades encontradas, as exportações podem ser retomadas no curto prazo.


 

A entidade reafirma que a indústria de carne bovina brasileira atua com responsabilidade e segue altos padrões de vigilância sanitária severamente auditados e monitorados, envolvendo inspeções periódicas em toda a cadeia produtiva. Esse processo ressalta a qualidade dos padrões adotados no Brasil, que exporta para mais de 160 países.

(Fonte: 


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