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Premiação mundial faz crescer a procura por vinho mineiro - 26/06/2017



A conquista , em primeiro lugar, do vinho Maria Maria Bel Sauvignon Blanc 2015 na categoria bronze do prêmio Decanter World Wine Awards (DWWA), em maio de 2017, em Londres, fez crescer a procura pelos vinhos mineiros em restaurantes e lojas especializadas de Belo Horizonte. O Maria Maria é produzido em Três Pontas, no Sul do Estado. O prêmio foi organizado pela revista inglesa “Decanter”, uma das mais tradicionais publicações sobre vinhos no mundo, e avaliou mais de 17 mil rótulos, julgados por 219 especialistas.
 

A proprietária da loja de vinhos finos Rex Bibendi, Dulce Ribeiro, conta que a procura pelo vinho Maria Maria aumentou em sua loja após a divulgação do prêmio. “Virou um fenômeno. Isso ajuda a solidificar a imagem de qualidade do vinho mineiro”, afirma Dulce. “Tanto que o vinho premiado já está esgotado”, completa.
 

Produtor da vinícola Maria Maria, Eduardo Junqueira Nogueira afirma que “o interesse dos restaurantes aumentou muito após a premiação”. Segundo Nogueira, seus vinhos podem ser encontrados em restaurantes da capital mineira como A Favorita, Vecchio Sogno, Taste Vin, Glouton, Udon e Olegário.
 

“O reconhecimento internacional ajuda na apresentação do vinho, e percebi uma procura maior pelo produto mineiro, principalmente de turistas de outros Estados”, declara o sommelier do restaurante Alma Chef, Gustavo Giacchero. Segundo ele, a inclusão dos mineiros na carta de vinhos do Alma Chef está em expansão.
 

“A procura pelo vinho mineiro ainda é por curiosidade, mas a tendência é que o mercado se consolide. Acredito que em quatro, cinco anos teremos mais vinhos de qualidade excelente sendo produzidos no Estado”, avalia Giachero.
 

O restaurante Taste Vin já comercializa os vinhos tintos Syrah das vinícolas Maria Maria e Estrada Real, de Três Corações. “Podemos dizer que o vinho mineiro tem seu próprio ‘terroir’ (sabor) e ficou interessante”, avalia o sommelier do Taste Vin, Dênis Marconi.
 

Crescimento

 Com o sucesso internacional, a vinícola Maria Maria já está aumentando a sua produção. Segundo o proprietário da marca Maria Maria, Eduardo Junqueira Nogueira, foram produzidas 6.000 garrafas da edição 2015 de seu Sauvignon Blanc, vencedor do prêmio da DWWA na categoria bronze. Essas já foram todas vendidas.
 

A edição de 2016, segundo Junqueira, está sendo enviada ao mercado e teve produção maior, já conta com 7.200 garrafas, e, na próxima safra, Nogueira planeja chegar a 12 mil.
 

“Tínhamos 50 mil pés de uva plantados. Agora, vamo plantar mais 25 mil e queremos chegar a 100 mil pés em 2018”, conta. Além do Sauvignon Blanc, o Maria Maria produz o vinho tinto Syrah que na edição 2016 teve 20 mil garrafas produzidas, segundo o produtor.
 

“Em 2018, queremos chegar a 50 mil garrafas de vinhos das diversas uvas”, completa Junqueira.
 

Técnica

 

O surgimento de uma região de produção de vinhos finos no Sul de Minas e São Paulo só foi possível com o desenvolvimento da técnica dupla poda, que inverte o ciclo produtivo da videira, alterando para o inverno o período de colheita das uvas destinadas à produção de vinhos. O método foi desenvolvido pelo Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Caldas, no Sul do Estado.
 

A dupla poda já está sendo utilizada em 200 hectares de vinhedos nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia, segundo Murillo Albuquerque, pesquisador da Epamig e responsável pela técnica. “Trata-se de um novo conceito de produzir vinho finos de qualidade, que está permitindo (o surgimento de) um novo polo produtor de vinhos no Brasil”, afirma. Ele explica que com a dupla poda, “em vez de podar a videira em agosto para colher em janeiro, podamos em janeiro para colher em julho”.
 

Segundo o pesquisador, a ideia surgiu porque as condições climáticas do Sudeste do país são semelhantes às das “melhores regiões vinícolas do mundo”, diz.
 

A vinícola Guaspari, que fica em Espírito Santo do Pinhal (SP), também usou a técnica de dupla poda da Epamig e foi premiada no DWWA com quatro vinhos: Vista do Chá, Vista da Serra, Vale da Pedra, Vista do Bosque.


Tributos
 

A carga tributária dos vinhos nacionais dificulta que o produto mineiro chegue mais barato ao consumidor final, segundo o proprietário da vinícola Maria Maria, Eduardo Junqueira Nogueira. “O vinho importado tem isenção de impostos que nós não temos”, explica Junqueira. Os vinhos mineiros finos, produzidos com a técnica de dupla poda, estão sendo vendidos na capital mineira entre R$ 80 e R$ 110.
 

Para o sommelier Dênis Marconi, do Taste Vin, falta incentivo fiscal aos vinhos nacionais. “Outros países oferecem incentivos”, avalia. Mesmo assim, para o sommelier Gustavo Giacchero, do Alma Chef, “o vinho mineiro tem um custo-benefício interessante e está bem-colocado na faixa de preço”, diz. 
 


Outras regiões

 

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem desenvolvido a produção de uvas para vinhos finos em outras regiões do Estado desde 2005.
 

Em 2013, estudos já eram desenvolvidos na região Noroeste, no município de João Pinheiro. No Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha, as cidades de Pirapora e Diamantina são as principais produtoras de uvas para vinho.

 

(Fonte: O Tempo) 


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