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Fábricas de cimento dão sinais de reação, apontando melhora da economia - 13/06/2017



Termômetro da economia, as vendas de cimento no Brasil, que ocupa o quinto lugar do ranking mundial do setor, registraram queda este ano, mas dão sinais de desaceleração do tombo sofrido frente ao ano passado, segundo levantamento divulgado ontem pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). O balanço da entidade indica leve melhora em 2017. De janeiro a maio, a comercialização no mercado interno totalizou 21,6 milhões de toneladas do produto, redução de 8,9% ante o mesmo período de 2016.


 

Nos últimos 12 meses, foram vendidos 55,3 milhões de toneladas, retração de 10,1% em relação ao mesmo período anterior. Na comparação por dia útil – melhor indicador da indústria por considerar o número de dias trabalhados, o que tem forte influência no consumo de cimento – as vendas no país em maio último apresentaram redução de 3,5% ante abril e de 9,4% sobre maio de 2016.
 

Com capacidade instalada de cerca de 100 milhões de toneladas, o setor teve vendas de 57,24 milhões de toneladas no ano passado, uma queda de 11,7% quando comparada a 2015, período em que as vendas já haviam recuado 9,5% em relação a 2014.Para o presidente do sindicato dos fornecedores (SNIC), Paulo Camilo Vargas Penna, a situação da indústria é “dramática”.

Na avaliação do sindicato, 2017 será o terceiro ano com registro de queda no consumo, acumulando 25% na demanda e ociosidade de 45%. A perspectiva é de que o ritmo da produção esteja limitado, até o fim do ano, a metade da capacidade das empresas.

 

No entanto, segundo Camilo Penna, as previsões apontam para redução total do consumo entre 5% e 7%, percentual abaixo do registrado no fim de 2016. Os números demonstram uma recuperação extremamente lenta para a indústria cimenteira, que viveu seu período mais exuberante entre 2004 e 2014, avalia o presidente do sindicato da indústria.

 

Naquele período, segundo ele, a produção do setor passou de 34 milhões de toneladas para 71 milhões em 2014, além de ter dobrado o número de grupos fabricantes de cimento, que saiu de 12 para os atuais 24. “Tudo alavancado pelo boom da construção pesada e civil”, lembra Camilo Penna. “Nesse período nos dobramos nossa demanda em função da melhora do crédito e da renda, da confiança na economia e dos investimentos do estado em obras de infraestrutura”, comenta. Em 2015, de acordo com ele, começou a queda.

 

Para o executivo, diferentemente de outros setores da economia, a indústria do cimento só deve retornar aos níveis anteriores à crise em 2019. “Para que haja uma retomada de crescimento, serão necessárias mais ações, além das medidas já adotadas, e a volta de um ambiente macroeconômico mais favorável”, defende. (Fonte Jornal Estado de Minas)


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