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'Macron dos negócios' vai comandar o Carrefour - 12/06/2017



No Natal passado, os consumidores da Fnac no bairro de Montparnasse, em Paris, ficaram surpresos ao encontrar Alexandre Bompard, o CEO do grupo, atendendo a clientela atrás de um balcão. Agora, Bompard está trocando produtos eletrônicos por alimentos. O executivo de 44 anos foi nomeado na sexta­feira sucessor de Georges Plassat para o posto de CEO do Carrefour, segunda maior varejista do mundo em receitas, atrás do Walmart.

 

É uma tarefa difícil: o Carrefour tem dificuldade em se adaptar à queda de vendas na França e demorou para desenvolver seu posicionamento digital. Mas a chegada de Bompard, visto como o "Emmanuel Macron do mundo dos negócios", vem carregada de otimismo, assim como a ascensão do novo presidente da França, de 39 anos.

 

"Alexandre é um pouco como Macron", diz Stéphane Richard, CEO da Orange, onde Bompard é membro do conselho. "Ele é jovem, inteligente e bem­sucedido ­ e é muito simpático e amistoso."

 

A chegada de Bompard foi estruturada por dois anos, em parte devido à estrutura de controle do Carrefour: acionistas públicos e poderosos investidores privados, como a família Moulin, dona das lojas de departamento Galeries Lafayette? o Groupe Arnault? e a família do empresário brasileiro Abilio Diniz.

 

Bompard, que nunca trabalhou fora da França ou com supermercados, assume o controle de um grupo que opera em mais de 30 países. "Alexandre está diante de um momento decisivo, em que terá de escolher entre fazer a empresa crescer como está ou quebrar paradigmas do setor", diz Arthur Sadoun, presidente do grupo de publicidade Publicis.

 

Bompard graduou­se pela École Nationale d'Administration, o campo de treinamento da elite política da França. Formado, ingressou na emissora Canal Plus, em 2004, como diretor de equipe do presidente Bertrand Méheut. "Ele é flexível, rápido, tenaz, determinado", diz Méheut. "Ele é muito empático, corajoso e nunca desiste".

 

Quatro anos depois, tornou­se presidente da estação de rádio "Europa 1". Um raro passo em falso ocorreu quando foi demitido, após uma tentativa fracassada de se tornar presidente da France Télévisions.

 

Bompard assumiu a Fnac como CEO em 2010, no momento em que a varejista de música, livros e eletrônicos estava debilitada pela concorrência da Amazon. Ele comandou uma abertura de capital na bolsa em 2013 e uma transformação digital para frear o declínio das vendas e reduzir custos.

 

"Desejo­lhe o melhor para vencer", diz François­Henri Pinault, presidente do grupo Artémis, acionista da Fnac. "Ele se tornou um amigo." As ações da Fnac quase triplicaram de valor desde a estreia na bolsa, em 2013.

 

"Não pense que porque está sempre está sorrindo, ele não é duro", diz Philippe Villin, um banqueiro francês. "Ele sabe como fazer as coisas acontecerem".

 

O ponto alto de seu mandato na Fnac foi a aquisição da Darty, revendedora de itens de linha branca negociada em bolsa no Reino Unido. Ele venceu a disputa com a sul­africana Steinhoff e criou uma das maiores varejistas francesas. "Raramente vi um negociador tão talentoso", diz Benoit D'Angelin, um banqueiro que trabalhou com a Fnac na elaboração do acordo.

 

O Carrefour será a terceira companhia onde Bompard desempenha a função de CEO em uma década. Sua remuneração em 2016 foi de € 13,8 milhões e ele está saindo antes que a integração entre a Fnac e a Darty tenha sido concluída. "Enquanto os resultados começam a aparecer, ele já preside outra empresa", diz um funcionário. Os amigos dizem que o apaixonado jogador de tênis sempre gosta de estar um lance à frente.(Fonte: Jornal Valor Econômico) 

 


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