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Inflação de 0,31% em maio é a mais baixa para mês em uma década - 09/06/2017



inflação no Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,14% em abril para 0,31% em maio. Apesar da alta em relação ao mês anterior, foi a taxa mais baixa para um mês de maio desde 2007.

 

O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 3,60%, também a mais baixa desde maio de 2007, quando estava em 3,18%. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

A inflação está abaixo da meta do governo que é de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para baixo (2,5%) ou para cima (6,5%).

 

Grupos

 

Na Habitação, a virada de -1,09% em abril para 2,14% em maio veio pelo item energia elétrica, que havia sofrido corte em abril como compensação por uma cobrança indevida anterior relacionada a Angra III.

 

O fim desse desconto em maio elevou as contas de luz em 8,98% e impactou o IPCA diretamente para cima com 0,29 ponto percentual. Isso significa que quase toda a alta de maio pode ser atribuída a esse grupo, anulando todos os outros movimentos positivos e negativos.

 

Uma força para baixo foi o grupo Alimentação e Bebidas, de longe o com maior peso no índice (cerca de um quarto).

 

O grupo foi de 0,58% em abril para -0,35% em maio puxado por quedas em itens como frutas, que caíram -6,55% e tiveram sozinhas um impacto negativo de 0,07 ponto percentual na taxa mensal.

 

Outros itens como arroz (-1,98%) e frango inteiro (-1,32%) não caíram tanto mas têm grande importância no cardápio do brasileiro.

 

O grupo Transportes teve a maior queda de preços em maio: -0,42%. As passagens aéreas caíram 11,81% e tiveram, sozinhas, impacto negativo de 0,05 ponto percentual na taxa do mês.

 

Também ficaram mais baratos em maio itens como o automóvel novo (-0,85%) e o etanol (-2,17%). Já entre as altas estão grupos como Vestuário (de 0,48% para 0,98%) e Educação (0,03% para 0,08%).

 

As Despesas Pessoais foram de 0,09% em abril para 0,23% em maio com a ajuda dos remédios, que têm peso de 3,48% no orçamento das famílias e ficaram, 3,92% mais caros.(Fonte; Exame) 

 


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