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Brasileira que produz no Dão leva seus vinhos a Nova York - 02/06/2017



A cidadania portuguesa foi o fator decisivo para que a carioca Juliana Kelman resolvesse entrar no mundo do vinho. Executiva de marketing até poucos anos, não possuía qualquer experiência no universo das castas e dos rótulos. Nas primeiras viagens que fez a Portugal, a partir de 2011, sua ideia era resgatar os laços familiares. Mas pouco a pouco foi amadurecendo a intenção de se tornar uma empresária da vinicultura. Hoje tem cinco rótulos entre tintos e brancos e o Brasil nem é seu principal mercado, como pensava inicialmente. É na Europa, em países como Holanda e Alemanha, que a Vinhos Kelman concentra suas principais exportações. Em agosto, chega a Nova York.

 

Descendente de uma família do Minho, no Norte de Portugal, Juliana comprou uma quinta na região do Dão, no distrito de Viseu, na zona central do país. O Dão foi a primeira região demarcada fora do Douro, área dos vinhos do Porto, que por muito tempo foram a única vitrine vinícola de Portugal reconhecida internacionalmente.

 

No início do século XX, o Dão era visto como a Bordeaux portuguesa. Entrou em decadência nos 41 anos da ditadura de Salazar (1889­1970), quando a proposta era que se colhesse ali a maior quantidade possível de uvas, o que nunca é sinônimo de qualidade. De uns anos para cá, se fala no ressurgimento do Dão. E foi essa possibilidade que atraiu Juliana.

 

Ela contratou consultores portugueses para que avaliassem o potencial do negócio, antes de decidir se aventurar no ramo. Na época, a situação dos dois países era inversa. O Brasil nadava de braçada num momento econômico favorável, propício ao crescimento do mercado de vinhos de tíquete alto. E Portugal vivia uma crise grave. Ela viu aí uma oportunidade. Não poderia supor que anos depois, a situação se inverteria.

 

Aos 42 anos, integrante da nova geração de viticultores de Portugal, ela prefere não falar quanto investiu na Kelman, que montou a partir de um financiamento em Portugal. São oito hectares com capacidade para produzir 40 mil garrafas/ano ­ em 2016 foram pouco mais de 20 mil. A comercialização efetiva começou no ano passado, com a safra 2013.

 

Para o Brasil, a Vinhos Kelman envia três rótulos. O tinto chega ao consumidor por volta de R$ 250. O mais barato é o branco, que sai por R$ 150. "Não tenho escala para vinhos baratos. O modelo de minha empresa teve sempre o propósito de produzir vinhos de alta qualidade, o que exige um trabalho minucioso e altos investimentos", diz Juliana.

 

Os Vinhos Kelman são apenas um exemplo na lista dos 64 produtores que estarão presentes ao evento Vinhos de Portugal, que começa hoje no Rio e estará em São Paulo no dia 9. É o terceiro ano que Juliana participa do festival, que será realizado em São Paulo pela primeira vez. Para ela, a aproximação com o mercado paulista vem em boa hora. Nos primeiros anos de evento, ela mostrou sua produção inaugural de branco e o tinto que ainda estava em barrica.

 

O evento Vinhos de Portugal é uma realização dos jornais "O Globo", Valor e Público (português), com parceria do Vinhos de Portugal. Tem apoio do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, das Comissões de Vinhos do Alentejo, do Dão e de Setúbal, da Universidade de Coimbra e da TAP. Em São Paulo, tem apoio Institucional do Experimenta Portugal.(Fonte: Jornal Valor Econômico) 

 


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