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Inadimplência recua na capital mineira - 16/05/2017



Pela primeira vez neste ano, a inadimplência em Belo Horizonte registrou queda na comparação anual. Em abril de 2017 houve redução de 0,49% frente ao mesmo mês do ano passado. A informação consta de levantamento divulgado ontem com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL­BH). Os índices já vinham mostrando desaceleração da alta do número de devedores. Na comparação anual (com igual mês do ano anterior), janeiro apresentou incremento de 2,88%? fevereiro teve aumento de 2,04% e, março, alta de 1,12%.

 

Na comparação entre abril com o mês imediatamente anterior, o recuo no número de devedores foi de 0,14%. Nesta base de comparação, o índice de abril não mostrava queda desde 2013.

 

Segundo a economista da CDL­BH, Ana Paula Bastos, a redução da inadimplência está muito atrelada à liberação do dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “As famílias aproveitam o recurso extra do FGTS para quitar seus débitos e voltar ao mercado de crédito e de consumo”, disse.

 

Os indicadores macroeconômicos, como queda da inflação e redução dos juros, também impactaram. Entretanto, os altos índices do desemprego ainda seguram um resultado melhor. Ela explica que a queda da inflação impacta no custo de vida, enquanto a queda dos juros facilita a negociação das dívidas. Dessa forma, esses dois indicadores levam à redução da inadimplência.

 

De acordo com a economista, enquanto houver a liberação do FGTS – os saques nas contas inativas ocorrerão até julho –, a tendência é de queda da inadimplência. A partir daí, o quadro de redução das dívidas só deverá se manter se houver a melhora do emprego.

 

Na análise por faixa etária, o levantamento aponta que as dívidas das pessoas com 50 anos ou mais registraram alta de 31,39% em abril no comparativo com igual mês do ano passado. Na variação março 2017/março 2016, esse índice tinha ficado em 38,32%. O número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, apresentou queda de 29,30%. Entre os mais jovens, a redução se justifica, segundo a CDL­BH, pela dificuldade de entrada no mercado de trabalho e consequente baixo consumo. Já os adultos acima de 50 anos, que são responsáveis financeiros pelas famílias, sentem mais o impacto do aumento do custo de vida e a redução da renda.

 

De acordo com pesquisa do Perfil do Inadimplente, a dívida média dos idosos gira em torno de R$ 2.156. “É uma dívida alta, especialmente numa faixa etária que tem custo de vida elevado devido aos gastos com remédios e planos de saúde”, diz Ana Paula Bastos. Segundo o levantamento divulgado ontem, o número de dívidas em atraso (quantidade de dívidas que cada pessoa tem) registrou redução. Em abril, houve recuo de 1,60% na comparação com março. Na comparação anual, o decréscimo foi de 5,10%. De acordo com Ana Paula Bastos, o indicador mostra que há queda no consumo. Além disso, também mostra o impacto do FGTS sendo usado para o pagamento de dívidas.

 

Empresas ­ O levantamento da CDL­BH apontou que houve aumento da inadimplência das empresas de Belo Horizonte, com alta de 8,93% em abril, ante igual mês do ano passado. Mas houve uma desaceleração do aumento. No comparativo abril 2016/abril 2015, o índice foi de crescimento de 16,58%. Na comparação mensal (abril 2017/março 2017), o aumento no número de empresas inadimplentes em BH foi de 0,94%. De acordo com a CDL­BH, com o consumo das famílias desacelerando, a receita das empresas é impactada.(Fonte: Diário do Comércio) 

 


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