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Agressiva, Ambev amplia venda enquanto mercado encolhe - 05/05/2017



A Ambev, que no ano passado registrou a participação de mercado mais baixa em dez anos, de 66,3%, segundo a Nielsen, recuperou espaço no primeiro trimestre de 2017, com ações mais agressivas de marketing. Enquanto o mercado de cerveja encolheu 2% de janeiro a março, a Ambev elevou o volume de vendas em 3,4%. O BTG Pactual estima que a fatia da companhia tenha ficado entre 68% e 69% no período, voltando ao topo da meta da empresa.

 

Embora o volume tenha subido, a receita da companhia por hectolitro de cerveja caiu 2,2%. O custo dos produtos vendidos no país aumentou 32,4%, influenciado principalmente pela variação cambial ­ boa parte dos insumos são importados. Esse avanço provocou uma queda de 14,5% no lucro bruto no Brasil e um recuo de 23,8% no lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), para R$ 2,45 bilhões. A receita líquida da companhia no mercado brasileiro subiu 0,6%, para R$ 6,3 bilhões.

 

A operação total da Ambev, que inclui outros países da América do Sul, América Central, Caribe e Canadá, apresentou queda de 2,8% na receita líquida, para R$ 11,2 bilhões. O Ebitda ajustado recuou 17,3%, para R$ 4,56 bilhões e o lucro líquido teve retração de 20,9%, para R$ 2,29 bilhões no período. Esse desempenho foi associado ao impacto de conversão da receita fora do Brasil para o real e à elevação nos custos de vendas.

 

Embora tenha apresentado lucro abaixo do estimado por analistas de bancos, a elevação no volume de vendas agradou investidores, levando as ações a uma alta de 2,64% no pregão da B3 (ex­BM&FBovespa), para R$ 19,05. Mas analistas do Citi, BTG Pactual, J.P. Morgan e Itaú BBA ponderaram que o aumento de vendas com deterioração no lucro pode oferecer riscos à sustentabilidade do negócio no médio e longo prazos.

 

Em teleconferência para analistas e investidores, Bernardo Paiva, presidente da Ambev, afirmou que a companhia vai manter o foco na expansão do volume de vendas, mas que redobrará esforços para conter as despesas. A Ambev tem como meta reduzir o aumento dos custos por hectolitro vendido de dois dígitos no primeiro trimestre para um desempenho estável ou com incremento de um dígito no ano, em comparação a 2016.

 

Ricardo Rittes, diretor financeiro e de relações com investidores da Ambev, disse em teleconferência a jornalistas que esses custos já devem apresentar aumento de um dígito no segundo trimestre, graças principalmente à redução de perdas com variação cambial. O Itaú BBA projeta um aumento de 8% nesses custos neste trimestre.

 

Em entrevista ao jornal Valor, Paiva disse que a Ambev vai reforçar as vendas das suas principais marcas ­ Skol, Brahma e Antarctica ­ tanto no varejo quanto em bares e restaurantes. "Estamos cautelosamente otimistas e seguiremos com esforços concentrados em nossa estratégia comercial, visando retomar o crescimento dos nossos resultados", disse o executivo.

 

Paiva citou uma série de iniciativas adotadas, como novas identidades visuais de marca, melhoria de embalagens e aumento de ações em eventos públicos para atrair consumidores. "A Skol aumentou a sua presença durante o Carnaval, proporcionando experiências incríveis a mais de 40 cidades e mais de 35 milhões de pessoas", citou o executivo. Ele disse que a Ambev vai ampliar investimentos em marketing durante as festas de São João, no Nordeste, e na Parada LGBT, em São Paulo, mas não citou uma cifra específica.

 

Paiva também destacou investimentos em uma nova campanha da Brahma, reforçando a tradição cervejeira da marca, e o lançamento de uma série na internet para a marca Antarctica. De acordo com Paula Lindenberg, vicepresidente de marketing da Ambev, o desenvolvimento de ações diversificadas aos consumidores, levando em consideração o perfil médio do público de cada marca, tem contribuído para a melhora dos resultados da companhia.

 

O presidente da Ambev também disse que as vendas da Budweiser cresceram 30% no primeiro trimestre e a companhia vai trabalhar para manter um ritmo forte de expansão da marca ­ principal concorrente da Heineken na categoria de cervejas de algo valor agregado. Essas linhas representam atualmente 10% das vendas de cerveja da Ambev.

 

Como parte dos esforços, a Ambev pretende "continuar investindo fortemente" nos serviços on­line Zé Delivery e Empório da Cerveja. O Empório da Cerveja foi lançado há dois anos e possui atualmente uma média de 30 mil usuários por mês. O Zé Delivery, que entrega cerveja resfriada na casa do consumidor, foi lançado em 2016 e, atualmente, uma média de 3 mil usuários compram mensalmente. O serviço funciona em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A companhia tem como meta nacionalizar o Zé Delivery neste ano. "O crescimento tem sido exponencial e estamos confiantes que seguirá dessa maneira", disse Paiva.

 

Em relação à franquia Nosso Bar, que possui atualmente 900 bares cadastrados, Paiva disse que não tem planos de ampliar o número de bares, mas que a companhia tem "obsessão" em melhorar o desempenho de vendas em bares no país como um todo.

 

Na área de bebidas não­alcoólicas, uma das apostas da companhia foi a compra, em 2016, do controle da Sucos Do Bem ­ por R$ 155 milhões. Paiva disse que as vendas da Do Bem cresceram 56% no primeiro trimestre. "A marca tem uma importância grande no médio e longo prazos, na estratégia da companhia de diversificação de bebidas", disse o executivo.(Fonte: Valor Econômico) 


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