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Melitta adquire a marca mineira Barão - 05/04/2017



A multinacional alemã Melitta fechou ontem a aquisição das marcas mineiras de café Barão e Forte D+, que pertenciam ao Grupo Mogyana, de Piumhi (MG). O valor do negócio, que envolve também equipamentos para a produção de café torrado e moído, não foi revelado. A operação é mais um capítulo no efervescente cenário de consolidação pelo qual passa o mercado de café no Brasil e que vem ganhando corpo desde o ano passado.

 

 Em sua primeira entrevista, com exclusividade ao Valor, Marcelo Del Nero Barbieri, o novo presidente da Melitta na América do Sul, afirmou que a aquisição dos ativos faz parte da estratégia da companhia que busca fortalecer sua posição no mercado brasileiro, com maior diversificação geográfica.

 

 Hoje, a marca Melitta tem 9% do pulverizado mercado nacional de café torrado e moído em volume, atrás das marcas Pilão, da Jacobs Douwe Egberts (JDE), e 3corações, do grupo 3corações, segundo a Nielsen. "Com a aquisição das duas marcas, que são tradicionais em Minas Gerais, vamos ficar entre as três maiores no Estado", disse Barbieri. Atualmente, as marcas líderes em Minas são 3corações, Fino Grão, ambas do grupo 3corações, e Barão.

 

A Melitta já é líder no Sul do país, com a marca Bom Jesus, e também está entre as três primeiras em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas ainda tem uma participação baixa em Minas e no Nordeste do país, segundo Barbieri, o que explica a estratégia.

 

Os equipamentos adquiridos no negócio serão transferidos para a fábrica da Melitta em Avaré, no interior de São Paulo, onde as marcas Barão e Forte D+ passarão a ser produzidas, de acordo com o executivo. A compra dos ativos do Grupo Mogyana vai adicionar à Melitta uma capacidade de produção de 9 mil toneladas de café torrado e moído por ano.

 

 Embora tenha sido econômico em números, Barbieri disse que a aquisição permitirá à companhia alemã superar a meta de alcançar um faturamento bruto de R$ 1,5 bilhão inicialmente previsto para este ano no Brasil. Em 2016, a empresa faturou no país R$ 1,36 bilhão, com crescimento de 19% sobre o ano anterior.

 

O avanço na receita ultrapassou os 14% estimados em meados do ano passado. "Foi melhor do que imaginávamos", afirmou Barbieri. Ele atribuiu o incremento ao lançamento de produtos como café em embalagem flexível em alguns mercados do país.

 

De acordo com o presidente da Melitta, apesar da crise econômica no Brasil, não houve queda nas vendas de café, o que também explica o avanço do faturamento no ano passado. "O que vimos no mercado foi a migração para marcas mais econômicas. Mas as pessoas não deixaram de tomar café. O café tem 96% de penetração nos lares brasileiros", observou ele.

 

Num momento de consolidação no mercado de café, em que gigantes como a JDE avançam no tabuleiro do Brasil, havia praticamente uma cobrança para que a múlti alemã também fizesse um movimento, como admitiu o então presidente e CEO da Melitta Brasil Bernardo Wolfson em entrevista ao Valor, em meados do ano passado. Na ocasião, ele disse que aquisições eram prioridade da empresa, assim como a entrada no segmento de cápsulas de café.

 

Ontem, Marcelo Barbieri reforçou a intenção da companhia de entrar no segmento de cápsulas no Brasil. Mas, assim como Wolfson, disse que isso só irá acontecer quando a Melitta encontrar um "diferencial para o consumidor". A alemã Melitta comercializa monodoses de café apenas nos EUA, e o produto é compatível com as máquinas do sistema Keurig, de multibebidas.

 

 Barbieri sinalizou ainda que outras aquisições estão no radar da Melitta para enfrentar o avanço de empresas como a JDE, controlada pela JAB Holding, que em 2016 comprou o Café Seleto e neste ano adquiriu as marcas locais de café da Cia Cacique, e a 3corações, que comprou as marcas de café e derivados da Cia Iguaçu de Café Solúvel.

 

"Avaliamos todas as possibilidades de aquisições. Temos intenção de continuar crescendo com aquisições também", disse, acrescentando que a meta é elevar em 35% a receita bruta no país em dois anos contados a partir de 2016.

 

 Além de estar entre as maiores de café no Brasil, a Melitta é líder no segmento de filtros de papel. No mundo, a multinacional alemã de capital fechado teve receita líquida de R$ 5,3 bilhões em 2015, último dado disponível.

 

Além de fábrica em Avaré, a Melitta tem unidade de café em Bom Jesus (RS) e de filtros e papéis industriais em Guaíba (RS). (Fonte: Jornal Valor Econômico)

 

 


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