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Modelo de venda da Fnac Brasil não está ainda decidido - 02/03/2017



Um dia depois de informar em seu balanço financeiro global que as operações da Fnac no Brasil serão descontinuadas, o presidente do grupo no País, Arthur Negri, afirmou que a companhia tenta buscar um sócio – estratégico ou fundo de private equity (que compra participações em empresas) – para a subsidiária brasileira.



Negri, que assumiu há um mês o comando da companhia, disse que esse processo é recente e que não há um modelo definido para a venda do negócio, se uma parte ou total. Também não descarta franquear a operação no Brasil.



Na terça-feira, 28, ao divulgar o balanço global do grupo, que se uniu com a varejista de eletroeletrônicos Darty, o presidente da companhia francesa, Alexandre Bompard, disse que, com exceção do Brasil, os mercados onde a Fnac Darty atuam têm potencial para crescimento.



Negri confirmou que o foco do grupo é a Europa. No entanto, descartou que a companhia, com 12 lojas no País, deixará o Brasil no curto prazo. Enquanto busca um sócio, sua função será ajustar os custos e tirar a operação do vermelho. "Fechar loja não é premissa." Sem revelar os resultados de 2016, Negri afirmou que empresa teve prejuízo no ano passado.

 

A Fnac chegou ao Brasil em 1998, com um modelo de megastore inovador - unindo a venda de livros, CDs e de eletroeletrônicos. Mas, nos últimos anos, o fraco desempenho de vendas fez a companhia revisar os tipos de produtos vendidos.



Para Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, o erro da Fnac foi não ter feito a revolução digital. "Eles mantiveram um modelo de negócio de 10 a 15 anos atrás num segmento (de livros e eletrônicos) onde o e-commerce avança."



De acordo com o último relatório Webshoppers, da E-bit, que traça uma radiografia do comércio eletrônico no País, livros e itens de telefonia e informática, que são o foco de vendas da Fnac, ocupam a 3ª, a 5ª e a 7ª posições, respectivamente, no ranking de produtos mais vendidos pela internet.



Terra atribuiu ao modelo de negócio obsoleto no País a pouca relevância da subsidiária brasileira dentro do grupo francês, que tem menos de 2% da receita total. Somado a isso, a operação brasileira ficou ainda mais diluída com a aquisição da varejista Darty pela Fnac. (Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo)

 

 


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