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Magazine Luiza volta ao azul e ações disparam - 21/02/2017



O Magazine Luiza surpreendeu ontem o mercado com uma série de indicadores positivos no quarto trimestre de 2016, ano em que o comércio brasileiro registrou o pior desempenho desde 2001. Vendas subiram, perdas viraram ganhos e a rede tem gerado caixa operacional. Inadimplência e endividamento caíram. As ações ordinárias fecharam o pregão de ontem na bolsa em alta de 7,61%, para R$ 176 ­ há pouco mais de um ano, no início de dezembro de 2015, a ON valia R$ 8.

 

Desde o início de 2017, portanto, em apenas um mês e meio, o papel valorizou­se 65,7% (o Ibovespa subiu 13,8%) já sendo colocado no preço da ação expectativas de desempenho acima da média do setor em 2017 e manutenção dessa performance a curto prazo.

 

Segundo números publicados na manhã de ontem, a receita líquida de outubro a dezembro subiu 11,2% para R$ 2,8 bilhões e as despesas operacionais caíram quase 4%, para R$ 614 milhões. A rede apurou ganhos de R$ 46,1 milhões no quarto trimestre de 2016, versus prejuízo de R$ 52,4 milhões no mesmo período de 2015. No acumulado do ano passado, as vendas líquidas subiram 4,9%, para R$ 9,5 bilhões, e as despesas tiveram leve alta de 0,3%, num ritmo ainda abaixo das vendas. Na linha final do balanço, o que era perda de R$ 65,6 milhões em 2015 passou para saldo positivo de R$ 86,6 milhões em 2016.

 

As vendas, que já vinham num ritmo acima da média do setor, puxadas pelo site da rede, melhoraram com uma recuperação mais rápida da demanda também nas lojas físicas. De outubro a dezembro, as vendas em "mesmas lojas" (critério de comparação que desconta inaugurações) subiram 6% e no site houve forte alta de 41,4%. Um ano antes, havia queda de quase 18% nas lojas e o site crescia menos, 19%.

 

Os magros 0,3% de alta nas vendas líquidas no ano ficam abaixo da inflação de 2016, mas estão acima da queda de 7,5% da receita nominal do setor de móveis e eletrodomésticos, segundo o IBGE. O site da empresa cresceu 32,2% em 2016 ­ o setor de venda on­line no Brasil se expandiu menos, 7,4%.

 

Isso ocorreu num ambiente de manutenção no controle de gastos, destacaram os analistas em relatórios. Uma comparação exemplifica bem isso: a empresa vendeu no quarto trimestre R$ 100 milhões a mais que o apurado no fim de 2014, mas tem hoje cerca de 4 mil funcionários a menos do que naquele ano, o que pode indicar ganho de produtividade.

 

Os atuais resultados refletem ajustes na estrutura e na operação conduzidos anos atrás, e que se intensificaram após o início da crise macroeconômica em 2014. Isso envolve desde a implantação de orçamento base zero no grupo até a revisão de políticas de preços em cada praça e de cobrança de fretes no site. Foi um movimento de análise detalhada da operação que ocorreu paralelamente à mudança de cultura da rede após 2015, envolvida no que chama de "transformação digital".

 

Pelos números apresentados, mesmo com ganhos nas vendas, que podem ocorrer em detrimento de margem, a rentabilidade não caiu. A margem bruta no quarto trimestre subiu de 28,9% no quarto trimestre de 2015 para 29,5% no mesmo período de 2016. A margem de lucro antes de juros impostos, amortização e depreciação (Ebitda) pulou de 3,9% para 8%. A rentabilidade teve ganho proveniente da Lei do Bem, que garante alíquota zero de PIS/Cofins para itens de informática e telefonia, reduzindo preços, em média em 10%, deixando a companhia mais competitiva que outros rivais.

 

Ontem, em teleconferência com analistas, o comando da empresa deixou claro que o foco da operação em 2017 será expansão do braço de "market place" (shopping virtual) e que deve voltar a abrir mais lojas, como já havia mencionado para analistas no fim de 2016. No ano de 2016, a companhia abriu 20 novas lojas e fechou 6 lojas. Em relação ao market place, a varejista acredita que, em cinco anos, esse negócio deve responder por cerca de metade das vendas do site, disse o presidente da rede, Frederico Trajano, ressaltando que não se trata de "guidance".

 

"Parte do nosso crescimento em 2016 foi puxado pelo site. Acreditamos que neste ano, além do site, a expansão das lojas físicas também deve ajudar nos resultados", disse Trajano. Sem abrir detalhes, a companhia informou que janeiro e fevereiro foram bons meses de venda.

 

A empresa pretende investir em 2017 um pouco acima do aplicado em 2016, sem que isso pressione o nível de alavancagem do negócio. A companhia não informou valores. "A meta de 2017 é gerar caixa e reduzir dívida como em 2016". A relação entre dívida líquida e Ebitda (ajustados) cai de uma vez para 0,2 no quarto trimestre de 2015 e 2016, respectivamente. Em dezembro, a necessidade de capital de giro ficou negativa em R$ 280 milhões, versus um valor negativo de R$ 20 milhões um ano antes.(Fonte: Jornal Valor Econômico) 

 


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