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Heineken compra Brasil Kirin - 14/02/2017



A Ambev ganha um concorrente de peso no Brasil, ainda que continue liderando com folga o mercado de cervejas, com 67% de participação. O anúncio feito ontem pela holandesa Heineken, de compra da Brasil Kirin, eleva a companhia da terceira para a segunda colocação em participação de mercado, de 9% para 17,4%, de acordo com dados da Nielsen e a coloca em linha com sua posição global, onde é a segunda colocada, atrás da AnheuserBusch InBev NV (AB InBev).

 

Na categoria de cervejas populares, a Heineken sai de uma participação nacional de 4,7% (detida pela Kaiser) para 13,1%, com a adição da Schin ao seu portfólio.

 

A Heineken também amplia seu número de fábricas no Brasil de 5 para 17 unidades e passa a ter a sua disposição 21 centros de distribuição da Brasil Kirin e uma rede própria de 170 revendas, que atendem cerca de 600 mil pontos de venda. A holandesa também mais que dobra sua capacidade produtiva, segundo o J.P. Morgan, passando de 20 milhões de hectolitros por ano para 50 milhões de hectolitros.

 

"A transação reitera nosso compromisso com o mercado brasileiro e a confiança em nossa habilidade de gerar retornos atrativos no longo prazo em todos os segmentos do mercado", afirmou em comunicado Jean­François van Boxmeer, presidente do conselho de administração e presidente­executivo da Heineken.

 

A Heineken pagará ao grupo japonês Kirin € 664 milhões (R$ 2,2 bilhões). A operação avalia a Brasil Kirin em € 1,025 bilhão (R$ 3,3 bilhões), incluindo dívidas. A Brasil Kirin fechou 2016 com alta de 2,3% na receita líquida, para R$ 3,71 bilhões, e lucro líquido de R$ 247 milhões, ante um prejuízo R$ 4,23 bilhões em 2015. A compra depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a previsão é que seja concluída no segundo trimestre.

 

A Heineken informou que espera obter ganhos "significativos" com redução de custos e ganhos de eficiência na produção, além de otimização da parte logística e cortes em despesas de vendas, gerais e administrativas. A companhia não informou se pretende usar a rede de distribuição da Brasil Kirin para todas as linhas. As cervejas da Heineken são distribuídas atualmente por engarrafadoras da Coca­Cola.

 

Adalberto Viviani, da consultoria especializada em bebidas Concept, observou que a compra dá à Heineken uma participação relevante no Nordeste, com a Schin. "A Kaiser tem fôlego apenas nos mercados do Paraná e de Minas Gerais", observou. A possibilidade de produzir a marca Heineken no Nordeste também vai permitir à companhia desenvolver estratégias mais agressivas na região. "A Heineken também pode usar a Eisenbahn e a Baden Baden para reforçar a oferta de cervejas na categoria intermediária entre populares e especiais", disse Viviani.

 

A analista Anna Ward, da Euromonitor International, considerou como maior ganho o aumento da capacidade de produção de cervejas especiais no Brasil. Em entrevista ao Valor, André Salles, presidente da Brasil Kirin, disse que as vendas de cervejas especiais ­ Devassa, Baden Baden e Eisenbahn aumentaram 315,8% em volume em 2016. Ele acrescentou que a Schin tem como principal mercado o Nordeste, onde é a segunda mais vendida, com participação de 35%.

 

Salles entrou na Brasil Kirin em 2015, com a missão de reverter os prejuízos bilionários da empresa. "Quando entrei, as vendas da Brasil Kirin caíam 33%. Procuramos renovar o portfólio de marcas para voltar a ampliar as vendas. Internamente, houve um esforço para reduzir custos", afirmou o executivo. Os esforços, no entanto, não foram suficientes para mudar a decisão do conselho de administração da Kirin Holdings, tomada em 2015, de se desfazer do negócio.

 

"O conselho de administração considerou que a venda da Brasil Kirin era a melhor alternativa na estratégia global, hoje muito mais voltada à Ásia", afirmou Salles. No mesmo dia em que anunciou a venda da operação brasileira, a Kirin divulgou a compra de 51% da Mandaley Brewery, empresa em Myanmar. As vendas no Brasil representaram 5,8% da receita total da Kirin, o restante fica na Ásia.

 

Salles acrescentou que a negociação foi feita diretamente pela matriz e que seu compromisso é permanecer no comando da operação brasileira até a conclusão da venda para a Heineken.

 

O valor aceito pela Kirin ficou 65% abaixo do total pago pelo grupo japonês na compra da Schincariol em 2011 ­ R$ 6,28 bilhões no total. A Schincariol era a segunda maior cervejaria do país, com 10% de participação de mercado.

 

A compra também custou menos que a Femsa, comprada em 2010 pela Heineken por US$ 5,4 bilhões. A cerveja Heineken era produzida pela Femsa no Brasil nos anos 90. Com a compra, a Heineken passou a ter oito fábricas no país e seis no México. Desde então, a empresa teve crescimento acelerado no mercado brasileiro ­ no primeiro semestre de 2016, a alta foi de dois dígitos. A receita global cresceu 2% no período, para € 10,1 bilhões e o lucro líquido caiu 48,8%, para € 586 milhões.(Fonte: Jornal Valor Econômico) 

 


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